Guru Deva Nishok é investigado por abuso sexual

A Polícia Civil, com base em investigação do Ministério Público de Minas Gerais, abriu inquérito conta o Guru

Por: Redação | Comunicar erro

O Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) investiga o dito guru de meditação e sexo tântrico, Tadeu Horta, ou Deva Nishok, de 61 anos, por abusar sexualmente de uma voluntária da comunidade terapêutica que ele fundou e funciona em Itapeva, no interior de Minas. A Polícia Civil do estado instaurou inquérito.

Crédito: Reprodução/Instagram@devanishokGuru Deva Nishok é investigado por abuso sexual

A informações são da reportagem de Marina Estarque, para o jornal Folha de S.Paulo que ouviu a ex-voluntária que originou o inquérito.

A estudante de psicologia de 24 anos contou a Folha que trabalhou na comunidade terapêutica, em 2018, por dez dias, porque queria ser terapeuta. Temendo retaliação, a jovem pediu a reportagem para não ter o nome divulgado.

Segundo o relato da estudante, Nishok a convidou para uma massagem. “Havia outras pessoas no lugar, e a expressão de todos foi de que [o convite] era uma honra, ele era o mestre.”

Mas Nishok, disse ela, não seguiu as regras da massagem tântrica, onde há manipulação genitais, mas não sexo e o terapeuta usa luvas e segue medidas contra contaminação, além de não se despir.

A estudante afirmou que o guru pediu que ela tirasse a roupa e se deitasse. “Ele usava nomenclaturas que eu não entendia e, após algumas explicações, pôs a boca no meu genital.” A técnica, chamada extrusão (sexo oral), só é usada em cursos entre casais.

“Fiquei incomodada. Perguntei se não tinha outra forma, pedi para ele parar, mas ele disse que não tinha. Falou que ele era um mestre, que aquilo era uma oportunidade de aprendizado. E continuou”, afirmou.

Ela contou que começou a chorar muito e ficou rígida. “Depois, ele ficou nu e pediu para que eu tocasse nele. Falou que o pênis dele era um condutor de energia e, se eu o tocasse, ele ia poder medir a minha frequência e energia vital”.

Diante da estudante nervosa, Nishok teria dito que a reação era traço de abuso sexual, “um trauma a ser desbloqueado”. Sozinha na comunidade isolada, sem sinal de celular, ela afirma ter se achado vulnerável para reagir. Diz ter insistido para que Nishok parasse, o que ele teria feito só quando ela chorava muito.

“Ele disse para eu não contar a ninguém e voltar em 72 horas.”

Cinco testemunhas ouvidas pela Folha afirmam que a jovem deixou a sala de atendimento transfigurada. “A gente a ajudou a tomar banho, ela não se sustentava em pé, não conseguia falar, só chorar”, disse a psicóloga Roberta Chaves, de 32 anos, então voluntária, ao jornal.

O guru é famoso por ter criado um método de tantra que une meditação, espiritualidade e o que chama de processos energéticos de harmonização e cura. Seu site promete à pessoa acesso a seu lado divino por meio de massagens.

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