‘Eu sinto inveja’: mulher desabafa sobre falta de tempo para si

“Todo mundo já ouviu que mãe fica exausta. Mãe fica exausta da vida, do cotidiano, da rotina. EXAUSTA”, diz relato de Luiza Miguel

Atriz, psicóloga e doula, Luiza Miguel publicou um texto no site ‘Não me chamo mãe‘ relatando o quanto se sente cansada por não ter tempo para si após a maternidade. Assumindo seus “privilégios” por ter um companheiro participativo e a ajuda das duas avós, materna e paterna, Luiza reivindica seu direito de reclamar e de se sentir exausta.

“Eu deveria escrever, a princípio, sobre sexo, sobre sexo depois do casamento, dos filhos, sobre sexo depois dessa maternidade, mas eu não quero. Eu quero falar do tempo. Das vontades. Quero falar da culpa, da inveja, da raiva que nasceram junto com essa maternidade. Falar que eu quero ser livre e fazer coisas que vão beneficiar a mim e somente a mim”, diz parte do texto.

A ‘inveja’ que a autora do texto menciona acima é melhor explicada a seguir, quando ela diz que sente inveja das mulheres não mães, “dessas mulheres que tem seus horários próprios, sua cama própria, sua casa, seu armário’.

O relato é também um verdadeiro desabafo contra o que Luiza chama de  “onda hashtag gratidão”, se referindo a pressão que mulheres sofrem para enxergar apenas o que há de positivo na maternidade, sem dar espaço para as complexidades e dificuldades que envolvem ser mãe.

“Falo de um lugar privilegiado, eu sei. E mesmo assim tenho pouco tempo para mim. E mesmo assim, eu sinto culpa, inveja, raiva e solidão. Parece que a gente desse grupo não pode reclamar de nada, não pode sentir nada, não pode falar de nada. Mas deixa eu contar uma coisa pra vocês. A gente pode sim!”

Em determinado momento, ela aborda a dicotomia entre querer se dedicar ao trabalho e aos filhos ao mesmo tempo. Em sua experiência, é como se não conseguisse estar por completo em nenhuma das duas funções sem se sentir culpada.

“Se eu não chegar em casa para dar banho e colocar elas para dormir, com a musiquinha e o beijinho clássico de boa noite por dois dias seguidos, uma angústia toma conta de todo o meu ser e eu passo noites em claro pensando em como sou ausente, como isso vai marcar a vida deles para todo o sempre, em como eu deveria pensar mais neles do que em mim”.

A história dela não é única. O Catraquinha sempre traz relatos neste mesmo sentido, que expressam a busca constante de mulheres que não querem abandonar suas individualidades, talentos e sonhos. Clique aqui e leia na íntegra.

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