RJ: jovens são agredidos em casa e presos por policiais, diz pai

Os rapazes jogavam videogame dentro de casa quando os agentes entraram no local sem autorização judicial

Por: Redação Comunicar erro
Crédito: Reprodução / WhatsAppMoradores gravaram o momento em que os jovens descem do morro acompanhados por policiais

Policiais civis teriam entrado sem autorização judicial em uma casa na favela de Caixa d’Água, no Complexo da Penha, Rio de Janeiro, onde agrediram e prenderam cinco jovens entre 16 e 22 anos, que estavam jogando videogame. A denúncia foi feita pela família dos rapazes. O local é uma das comunidades que foi alvo desde segunda-feira, 20, de operações das Forças Armadas na zona norte da cidade.

Segundo informações do UOL, a mãe pediu para os três filhos, o primo e o genro não saírem da residência por causa dos confrontos na região. No entanto, de acordo com o pai, Luiz Soares, os policiais entraram na casa em busca de armas, drogas e rádios de comunicação.

O pai disse que os agentes encontraram nos celulares imagens de ações dos policiais na favela, mas as fotos tinham sido enviadas para alertar sobre a falta de segurança na região. “Se matassem ou roubassem, eu seria o primeiro a dizer que iriam presos, mas são inocentes. Eles [policiais] entraram ameaçando, bateram nos meus meninos e algemaram. Minha filha, que estava em casa na hora, me ligou chorando e contando tudo”, afirmou Soares em entrevista ao site.

A família informou que ficou mais de 24 horas sem saber o paradeiro dos jovens. Na terça-feira, 21, os pais souberam que os quatro foram transferidos para Benfica e o menor está separado dos outros em uma unidade no centro da cidade.

Moradores gravaram em vídeo o momento em que os rapazes descem do alto do morro acompanhados pelos policiais. Diante das prisões, cerca de 60 pessoas fizeram uma manifestação no Complexo da Penha na noite de terça-feira para pedir justiça.

Os dois dias de operação das Forças de Segurança nos complexos do Alemão, Penha e Maré tiveram como resultado a prisão de 70 pessoas e a apreensão de 14 armas, entre elas cinco fuzis. Ao menos oito morreram, sendo três deles militares.

Veja a reportagem na íntegra.

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