Em novo livro, Malala narra sua própria infância no Talibã

Por: Renata Penzani

Em seu primeiro livro infantil, a garota paquistanesa ganhadora do Prêmio Nobel da Paz, retorna à própria infância para apresentar sua história aos pequenos leitores e inspirar uma nova geração a quebrar o silêncio para transformar o mundo em um lugar melhor.”

O discurso e a luta da menina paquistanesa Malala Yousafzai ganhou o mundo quando ela começou a escrever anonimamente sobre o regime do Talibã, usando o pseudônimo Gul Makai. Em 2014, ela se tornou a pessoa mais jovem do mundo a recebe um Prêmio Nobel da Paz e, em 2017, a mais jovem Mensageira da Paz da ONU.

Em 2015, a jornalista brasileira Adriana Carranca espalhou para o mundo a história ao lançar o livro-reportagem infantil “Malala: a menina que queria ir para a escola”, que narra o dia a dia de uma menina que foi impedida de estudar.

Um livro para os pequenos leitores sobre a importância de lutar pelos próprios direitos.

Agora, a Companhia das Letrinhas lança mais um capítulo dessa história, com o livro “Malala e o lápis mágico”, dessa vez escrito pela própria Malala. “Um livro de Malala Yousafzai para os pequenos leitores sobre a importância de lutar pelos próprios direitos — e nunca deixar de sonhar”, como define a editora.

  • Apresentação do livro – “Quando era apenas uma menina vivendo no Paquistão, o maior desejo de Malala era ter um lápis mágico. Mas quando seu direito à educação foi colocado em perigo por homens que acreditavam que meninas não deveriam ir à escola, Malala percebeu que a sociedade em que vivia precisava de mudanças imediatas. Só então ela foi capaz de enfrentar grandes obstáculos até encontrar dentro de si a força e as ferramentas necessárias para mudar o mundo.
“Eu sabia que, se tivesse um lápis mágico, poderia desenhar um mundo melhor e mais pacífico”, diz um trecho do livro.

O livro faz um resgate da infância de Malala, hoje com 20 anos, e conta como a educação recebida desde cedo marcou seu estima de ter nascido menina em um regime que lhe negou o direito de ir à escola.

“Eu sabia que, se tivesse um lápis mágico, poderia desenhar um mundo melhor e mais pacífico. Primeiro, iria apagar a guerra, a pobreza e a fome. Então, desenharia meninos e meninas com direitos iguais. Até que homens poderosos e perigosos declararam que as meninas estavam proibidas de ir à escola. Eles patrulhavam as ruas da nossa cidade, carregando armas”, diz um trecho do livro.

Com ilustrações de Sébastien Cosset e Marie Pommepuy – que, juntos, assinam como Kerascöet – o livro aproxima ainda mais dos pequenos leitores a reflexão sobre a potência da educação para transformar o rumo das coisas.

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