Lupita Nyong’o homenageia ex-Globeleza Nayara Justino em seu Instagram

A brasileira, vítima de racismo em 2014 por ser "preta demais" para Globeleza, ganhou visibilidade internacional com documentário do jornal britânico "The Guardian"

Por: Redação

A atriz mexicana Lupita Nyong’o  vencedora do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante por “12 Anos de Escravidão”, fez uma homenagem à ex-Globeleza Nayara Justino em sua conta oficial do Instagram, nesta quarta-feira, 17.

Nayara ganhou visibilidade internacional quando o jornal britânico “The Guardian” fez um documentário sobre o preconceito racial no Brasil, intitulado “Too Black for Brazil” (“Muita Preta para o Brasil”). Na rede social, Lupita elogiou a história de vida da ex-Globeleza.

My #wcw is Brazil’s @nayarajustinooficial. Her pearl-clutching story here: https://goo.gl/tjo0FT And a poem for posterity on the subject: IT COULDN’T BE DONE: Somebody said that it couldn’t be done But he with a chuckle replied That “maybe it couldn’t,” but he would be one Who wouldn’t say so till he’d tried. So he buckled right in with the trace of a grin On his face. If he worried he hid it. He started to sing as he tackled the thing That couldn’t be done, and he did it! Somebody scoffed: “Oh, you’ll never do that; At least no one ever has done it;” But he took off his coat and he took off his hat And the first thing we knew he’d begun it. With a lift of his chin and a bit of a grin, Without any doubting or quiddit, He started to sing as he tackled the thing That couldn’t be done, and he did it. There are thousands to tell you it cannot be done, There are thousands to prophesy failure, There are thousands to point out to you one by one, The dangers that wait to assail you. But just buckle in with a bit of a grin, Just take off your coat and go to it; Just start in to sing as you tackle the thing That “cannot be done,” and you’ll do it. — Edgar Albert Guest

Uma foto publicada por Lupita Nyong’o (@lupitanyongo) em

Leia a tradução na íntegra:

“Minha #wcw (“#WomenCrushWednesday”, algo como “Mulheres por quem tenho uma queda de quarta-feira”) é a brasileira @nayarajustinooficial. Sua história aqui: https://goo.gl/tjo0FT E um poema para a posteridade a seguir:

Isso não podia ser feito:
Alguém disse que não poderia ser feito, mas ele respondeu com uma risada
Que ‘talvez ele não poderia’, mas ele seria aquele que não diria isso até que ele tivesse tentado.
Assim, ele se dobrou à direita com o traço de um sorriso no rosto. Ele se preocupava que ele escondeu.
Começou a cantar, como se fosse a única coisa que não poderia ser feito, e ele fez isso!
Alguém zombou: ‘Oh, você nunca vai fazer isso; Pelo menos ninguém nunca fez isso’;
Mas ele tirou o casaco e tirou o chapéu e a primeira coisa que sabia que ele tinha começado.
Com um elevador de seu queixo e um pouco de um sorriso, Sem qualquer dúvida,
Ele começou a cantar como ele abordou a única coisa que não poderia ser feito, e ele fez isso.
Há milhares de pessoas a dizer-lhe que não pode ser feito, há milhares que profetizam o fracasso,
Há milhares de recordar-lhe um por um, os perigos que esperam para atacar você.
Mas só com um pouco de um sorriso, apenas tire o casaco e vá para ela;
Basta começar a cantar como você pode lidar com a única coisa que ‘não pode ser feito’, e você vai fazê-lo.”

Em pouco tempo, Lupita ganhou o apoio de milhares de brasileiros, que manifestaram seu agradecimento à homenagem prestada.

Vítima de racismo

Quando eleita Globeleza, em 2014, Nayara foi alvo de racismo por diversos brasileiros, que diziam que ela era “muito preta” para ser Globeleza. As outras mulheres que levaram o título eram mulatas.

Assista:

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