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Jogador Maurício Souza pede desculpa por postagem homofóbica e Bolsonaro critica

Atleta ofende homossexuais em postagens para muitos seguidores, mas se desculpa para poucos

Por: Redação

Maurício Souza, jogador de vôlei do Minas Tênis Clube, foi afastado das atividades esportivas depois de patrocinadores pressionarem por causa das postagens homofóbicas que o atleta faz nas redes sociais. Ele pediu desculpas. Jair Bolsonaro (sem partido), em entrevista à Jovem Pan, criticou: “Tudo é homofobia.”

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Crédito: Reprodução/Instagram/@mauriciosouza17Maurício Souza faz postagem homofóbica para muitos seguidores e se desculpa para poucos

Maurício Souza se desculpou por meio do Twitter, rede social que o jogador tinha menos de 50 seguidores –agora passou dos 250. Os ataques homofóbicos, no entanto, ele faz pelo seu perfil no Instagram, que conta com mais de 279 mil usuários.

“Pessoal, após conversar com meus familiares, colegas e diretoria do clube, pensei muito sobre as últimas publicações que eu fiz no meu perfil. Estou vindo a público pedir desculpas a todos a quem desrespeitei ou ofendi, esta não foi a minha intenção”, escreveu.

As postagens a que ele se refere, continuam expostas em seu perfil no Instagram. Veja:

No início da manhã desta quarta-feira, 27, o presidente criticou e ironizou o caso. “Impressionante, né? Tudo é homofobia. Tudo é feminismo”, disse.

Transfobia é crime!

Crédito: IStockEsse é o terceiro registro de violência contra transexuais em menos de um mês na capital pernambucana

Apesar de transfobia e homofobia não serem a mesma coisa – um diz respeito à violência contra a identidade de gênero e o outro à orientação sexual – a criminalização da homofobia pelo STF, em junho de 2019, se estende a toda comunidade LGBT e também equipara atos transfóbicos ao crime de racismo. Nesta matéria aqui, explicamos como denunciar esse tipo de crime.

Homofobia é crime!

Em junho de 2019, o Supremo Tribunal Federal decidiu que o crime de homofobia deve ser equiparado ao de racismo. Os magistrados entenderam que houve omissão inconstitucional do Congresso Nacional por não editar lei que criminalize atos de homofobia e de transfobia. Por isso, coube ao Supremo aplicar a lei do racismo para preencher esse espaço.

Crédito: Getty ImagesEm alguns casos, a discriminação pode ser discreta e sutil, como negar-se a prestar serviços

Como denunciar pela internet

Em casos de homofobia em páginas da internet ou em redes sociais, é necessário que o usuário acesse o portal da Safernet e escolha o motivo da denúncia.

Feito isso, o próximo passo é enviar o link do site em que o crime foi cometido e resumir a denúncia. Aproveite e tire prints da tela para que você possa comprovar o crime. Depois disso, é gerado um número de protocolo para acompanhar o processo.

Há aplicativos que também auxiliam na denúncia de casos de homofobia. O Todxs é o primeiro aplicativo brasileiro que compila informações sobre a comunidade, como mapa da LGBTfobia, consulta de organizações de proteção e de leis que defendem a comunidade LGBT.

jovem menina com um megafone gay num fundo amarelo simbolizando uma resistência contra a homofobia
Crédito: IStock/@MassonstockHá muitas formas de denunciar homofobia no Brasil

Pelo aplicativo também é possível fazer denúncias de casos de homofobia e transfobia, além de avaliar o atendimento policial. A startup possui parceria com o Ministério da Transparência-Controladoria Geral da União (CGU), órgão de fiscalização do Governo Federal, onde as denúncias contribuem para a construção de políticas públicas.

Com a criminalização aprovada pelo STF, o aplicativo Oi Advogado, pensado para conectar pessoas a advogados, por exemplo, criou uma funcionalidade que ajuda a localizar especialistas para denunciar crimes de homofobia.

Delegacias

Toda delegacia tem o dever de atender as vítimas de homofobia e de buscar por justiça. Nesses casos, é necessário registrar um Boletim de Ocorrência e buscar a ajuda de possíveis testemunhas na luta judicial a ser iniciada.

As denúncias podem ser feitas também pelo 190 (número da Polícia Militar) e pelo Disque 100 (Departamento de Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos).

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