Informar

Médico posta reação de idosa em primeira consulta com negro

"Ela ficou com aquela carinha de admirada, de quem está vendo uma coisa muita especial, que o olhinho chegava a brilhar", relatou o profissional

Por: Redação | Comunicar erro
Médico e idosa
Crédito: Reprodução / FacebookO post viralizou nas redes sociais

O médico Fred William Nicácio, de 31 anos, publicou no Facebook uma foto ao lado de uma paciente idosa para mostrar sua reação ao ser consultada pela primeira vez por um profissional negro. O atendimento ocorreu no mês de agosto em um hospital municipal de Conceição de Macabu, no Rio de Janeiro.

“Essa é a Dona Eunice, e no auge dos seus 74 anos, foi a primeira vez que foi consultada por um médico negro. Obrigado por me dar essa honra, Dona Eunice”, escreveu Fred na postagem. O relato viralizou nas redes sociais, com mais de 22 mil curtidas e 10 mil compartilhamentos.

Fred William Nicácio

Essa é a Dona Eunice, e no auge dos seus 74 anos, foi a primeira vez que foi consultada por um médico negro. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ Obrigado por me dar essa honra, Dona Eunice. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ #mediconegro…

De acordo com informações do G1, o médico contou que a senhora entrou no consultório com o neto de 9 anos.

“Ela ficou com aquela carinha de admirada, de quem está vendo uma coisa muita especial, que o olhinho chegava a brilhar. Estava com um sorriso contido e aí eu percebi essa face dela de contentamento, e eu falei assim: ‘tudo bem com a senhora?’. E ela disse que sim, mas que queria tirar uma foto comigo. Eu disse: ‘claro, mas por que?’. Foi quando ela revelou que era a primeira vez que estava sendo atendida por um médico negro. Aí ela me ganhou, me desmanchou, e deu nisso daí”, afirmou Dr. Fred.

“Isso me motivou a postar para fazer esse questionamento: por quantos médicos negros você já foi atendido na sua vida? Será que você vai ter que esperar 74 anos igual a Dona Eunice para poder ser atendido? “, questionou o profissional.

A mulher levou o neto de 9 anos para ser atendido por Fred William, que é aluno do 6º ano de medicina na Unig, no Campus 5. “O mais incrível dessa história é que o neto dela não precisou esperar 74 anos para ser atendido por um médico negro”, disse na rede social.

O dia e a hora em que o racismo vai acabar no Brasil

Compartilhe: