Menina de 11 anos tem página invadida e sofre ameaça de morte

A criança também sofreu ataque de cunho racista ao ter o nome da página trocada para "Canal da Macaca Magrela"

Por: Redação
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Uma menina carioca de 11 anos de idade que tem uma página em uma rede social teve seu perfil invadido e recebeu xingamentos racistas, além de ameaça de morte. O caso foi registrado na polícia.

Menina de 11 anos tem página invadida e sofre ameaça de morte
Crédito: Reprodução/G1Menina de 11 anos tem página invadida e sofre ameaça de morte

A garota perdeu acesso à conta no dia 11 de outubro, e teve o nome do canal mudado para “Canal da Macaca Magrela”. O agressor ainda escreveu uma mensagem ameaçando a criança. “Eu vou te achar e te matar”, dizia o recado.

Em entrevista ao G1,  a menina disse não quer sair mais de casa. “Eu sinto medo de sair na rua. A gente não sabe como é a pessoa, não sabe a intenção dela”, contou.

O pai da garota ainda fala que ela não está conseguindo dormir: “tem pesadelo todo dia”, disse ele.

Em revelação forte, o pai conta que a filha recebeu mensagens muito pesadas para sua idade. “Falaram que iam cortar ela todinha em picadinhos, que iam matá-la. Coisas que não se falam nem para um adulto, quanto mais para uma criança”, disse.

A Polícia Civil informou que está investigando o caso.

Como denunciar racismo

Casos como o da garota estão longe de serem raros no Brasil. Para que eles diminuam, é fundamental que o criminoso seja denunciado, já que racismo é crime previsto pela Lei 7.716/89. Muitas vezes não sabemos o que fazer diante de uma situação como essa, nem como denunciar, e o caso acaba passando batido.

Para começar, é preciso entender que a legislação define como crime a discriminação pela raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, prevendo punição de 1 a 5 anos de prisão e multa aos infratores.

A denúncia pode ser feita tanto pela internet, quanto em delegacias comuns e nas que prestam serviços direcionados a crimes raciais, como as Delegacias de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que funcionam em São Paulo e no Rio de Janeiro.

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