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Mulher espancada no Rio diz ter certeza que foi dopada

Elaine Caparroz não quer ficar no apartamento em que foi agredida

Por: Redação

Elaine Caparroz diz ter certeza que foi dopada, antes de ser violentamente agredida por 4h, pelo estudante de direito Vinícius Serra na madrugada do dia 16 de fevereiro. A afirmação da paisagista de 55 anos foi feita no último domingo (23), em entrevista ao ‘Fantástico’.

Crédito: Reprodução/TVGloboA paisagista Elaine Caparroz disse acreditar ter sido dopada pelo seu agressor

Os dois se conheciam virtualmente havia oito meses e trocavam mensagens por uma rede social. A noite do espancamento foi o primeiro encontro dos dois.

Segundo o depoimento dela, ele acordou de madrugada e começou a agredi-la. Serra está preso por tentativa de feminicídio. “Eu tenho certeza absoluta [de que o agressor colocou alguma coisa em sua bebida]. Eu tenho certeza absoluta de que ele queria me matar”, afirmou Elaine ao Fantástico, da TV Globo.

A possibilidade de ter sido dopada se soma ao estranhamento que sentiu ela diante das atitudes de Vinícius desde antes de entrar no apartamento, quando se identificou com um nome falso.

“O porteiro ligou e falou que Felipe havia chegado. Respondi que não esperava por nenhum Felipe. Depois ele disse que era Vinícius Felipe. Não sabia que ele tinha um nome composto. Pedi para o porteiro perguntar se era o Vini Serra. Aí ele confirmou que sim”.

Os dois bebiam vinho,  assistiam um filme e às 23h40, Elaine recebeu uma ligação do filho, o lutador de Jiu-jitsu Rayron Gracie. “Conversei com meu filho por uma chamada de vídeo. Aí, assim que desliguei, ele perguntou: ‘Ah, poxa, você é mãe do Rayron. Você fala sempre com ele?’ Eu falei: “Lógico, é meu filho, falamos todos os dias, né?’. Aí ele disse: ‘Poxa, que legal'”, contou a paisagista.

Crédito: DivulgaçãoElaine Perez Caparroz foi espancada por 4 horas por Vinícius Batista Serra

Logo em seguida, Elaine começou a se sentir alterada, como se estivesse perdendo os sentidos. “Eu só lembro de nós assistindo o filme juntos, ele com a cabeça no meu colo deitado no sofá. Daí, eu já lembro de mim em pé na cama, com ele no meu quarto. Foi aí que eu já sei que algo aconteceu porque eu não lembro de nós dois juntos na sala levantando do sofá, combinando de ir para o quarto… Você entendeu? A última coisa que eu lembro foi eu deitando no ombro dele e depois disso, não sei dizer quanto tempo depois, eu já estava no chão com ele em cima de mim desferindo vários socos horríveis no meu rosto, me agredindo muito, muito. Eu não entendi nada”.

A paisagista disse, em entrevista ao jornal “Extra”, que não quer mais morar no  imóvel, na Barra da Tijuca, onde foi espancada. “Minha intenção é a de não permanecer morando lá. É um excelente apartamento e tem boa localização, mas vai trazer lembranças ruins pra mim. Fiquei traumatizada com o que aconteceu. Durante os sete dias que fiquei internada, me recuperando dos ferimentos, acordei várias vezes gritando ao lembrar do que havia acontecido no apartamento”, afirmou Elaine.