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ONG acusa humorista português de xenofobia contra mulheres brasileiras

O vídeo com os ataques foi publicado no dia 15 de dezembro e apagado após a repercussão

Por: Redação
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O ator e humorista português Fernando Rocha está sendo acusado nas redes sociais fazer piadas xenófobas e misóginas contra mulheres brasileiras.

Em um vídeo que circula pela internet, Fernando Rocha afirma que mulheres brasileiras podem ser ‘identificadas’ por possuírem ‘características próprias no corpo’, sendo essas o ‘rabo grande e os seios herdados do pai’. As informações são da revista Gente.

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Crédito: Reprodução/Instagram ONG acusa humorista português Fernando Rocha de xenofobia contra mulheres brasileiras

Em outro trecho do vídeo, o humorista sugere que as brasileiras ‘passam papel higiénico nas mamas, já que havia funcionado com o rabo”.

O vídeo com os ataques contra as mulheres brasileiras foi publicado no dia 15 de dezembro e apagado após a repercussão.

A fala causou revolta e ONGs de defesa das mulheres, como o Coletivo Maria Felipa e a Capazes, publicaram notas de repúdio nas redes sociais.

“Enquanto mulheres brasileiras, questionamos qual seria a necessidade ou função social de nos identificarem em ambientes públicos, especialmente através da análise de nossos corpos? Seja como mulheres ou como imigrantes, reivindicamos o igual direito de ocupação dos espaços públicos para com quaisquer outras pessoas. Homens ou não. Nacionais ou não. Estarmos em espaços públicos não torna os nossos corpos públicos”, diz a nota do Coletivo Maria Felipa.

Já aorganização feminista Capazes afirma que “Fernando Rocha usa o seu espaço, renome, alcance e influência na sociedade portuguesa para reforçar estigmas que marcam e ferem os corpos das mulheres brasileiras, conectando a objetificação hiperssexualizada”.

“É através da ridicularização e banalização das características que nos fazem corpos duplamente vulneráveis. Primeiro por sermos mulheres e, segundo, por sermos imigrantes, que tais estigmas contribuem para a manutenção de ideologias machistas que naturalizam, potencializam ou mesmo se tornam em atos de violência contra mulheres brasileiras”, diz ainda a nota.