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Para maioria dos brasileiros, Bolsonaro sabia onde Queiroz estava escondido

Jair Bolsonaro se mantém com a pior avaliação de um presidente em primeiro mandato, segundo Datafolha

Por: Redação

Jair Bolsonaro (sem partido) sabia onde estava escondido Fabrício Queiroz. Esta é a opinião de 64% dos brasileiros e que tiveram conhecimento da prisão do ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, segundo pesquisa Datafolha.

Apenas 21% acham que Bolsonaro não sabia sobre Queiroz, investigado por envolvimento no esquema das “rachadinhas” na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro).

Fabrício Queiroz é amigo íntimo da família Bolsonaro

Já, por outro lado, 38% dos entrevistados pelo Datafolha acreditam que o presidente está envolvido no caso.

Segundo o levantamento, três quartos dos entrevistados afirmaram ter tido ciência do caso, 29% deles bem detalhadamente, 35% mais ou menos e 11%, mal.

Aprovação de Bolsonaro

A aprovação ao presidente Bolsonaro se manteve estável após a prisão de seu amigo Fabrício Queiroz. Segundo o Datafolha, 44% dos entrevistados rejeitam a atuação do governo (esse percentual era de 43% no final de maio).

A aprovação oscilou, de um mês para o outro, de 33% para 32%. Já os que avaliam o governo como regular variou de 22% para 23%.

Crédito: Isac Nóbrega/PRAprovação de Bolsonaro segue estável após prisão de Queiroz, aponta Datafolha

Mesmo com a estabilidade, Jair Bolsonaro se mantém com a pior avaliação de um presidente em primeiro mandato nesse mesmo período de gestão desde a redemocratização.

A pesquisa Datafolha foi realizada em 23 e 24 de junho, com 2.016 brasileiros adultos que possuem telefone celular em todas as regiões e estados do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Queiroz preso

Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi preso no último dia 18 de junho em Atibaia, interior de São Paulo.

Queiroz estava em um imóvel de Frederick Wasseff, ex-advogado de Flávio Bolsonaro.

Crédito: Divulgação/Polícia Civil‘Queiroz parecia ser mantido refém’, diz investigador à Globonews

De acordo com relatório do antigo Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada “atípica”, enquanto trabalhava para o filho para Flávio Bolsonaro na época em que ele era deputado estadual no Rio. Ele foi exonerado no final de 2018.

Queiroz foi preso a partir de mandados de busca e apreensão expedidos pela justiça do Rio de Janeiro, num desdobramento da investigação que apura esquema de “rachadinha” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

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