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Paulo Borges vence Prêmio Cidadão SP, em Economia Criativa

Idealizador do SPFW, evento que projetou o país no mundo da moda, é homenageado com o maior prêmio a quem faz a diferença em São Paulo

Por: Redação

Responsável pelo SPFW, maior evento de moda do Brasil, o produtor e empresário Paulo Borges é o vencedor do Prêmio Cidadão SP, na categoria Cultura. “O que me trouxe para a moda são as pessoas, a capacidade de produzir, de criar, de transformar, de empregar, de dar autoestima.”

O Prêmio Cidadão SP é considerado hoje a maior homenagem a quem faz a diferença na capital paulista. Promovido pelo ReciproCidade, é conduzido pelo jornalista Gilberto Dimenstein, fundador da Catraca Livre. Neste ano, conta com a parceria da Tegra Incorporadora.

Cidadão São Paulo 2019
Crédito: Divulgação/Massimo FailuttiO idealizador do São Paulo Fashion Week, Paulo Borges

Também serão contemplados a ONG Ipepo – Instituto da Visão (saúde); o fundador do RenovaBR, Eduardo Mofarej (cidadania); a pesquisadora Renata Bertazzi Levy (saúde); Eduardo Saron, dirigente do Itaú Cultural (grande homenagem); e o pianista Hercules Gomes (cultura).

Espaço para a moda

A história de Paulo Borges com a moda começou por acaso. Aos 18 anos de idade, trabalhava em processamento de dados. “Era como furar cartão, como naquele jogo de loteria da zebra”, contou ele em uma palestra na Endeavor Brasil.

Foi auxiliar um amigo que tinha uma loja a produzir um desfile, no começo da década de 1980. “No fim, eu tinha ajudado ele a fazer tudo: organizar o desfile, arrumar cadeira, varrer o chão”, disse ele, acrescentando que também ensaiou os modelos. “Adorei fazer.”

Amigos de amigos de amigos que estavam na plateia conheciam a editora Regina Guerreiro, da “Vogue”, então a revista mais importante de moda do país. E o contratou para trabalhar com ela, disposta a ensiná-lo sobre a área. “Entrei na moda porque encontrei a minha alma, a minha alma de vocação.”

Pediu as contas depois de um tempo, disposto a fazer desfiles. Não querendo ser estilista e não encontrando nenhum curso que o preparasse para tal, decidiu aprender na prática, produzindo inclusive comerciais de televisão.

Projeção mundial

Certa vez, conheceu uma pessoa disposta a patrocinar um evento com estilistas. Montou um projeto, o Phytoervas Fashion. “Foi a primeira incubadora de moda do mundo.”

Ficou por oito edições até se desligar. Criou, então, o São Paulo Fashion Week (SPFW), a primeira semana de moda do país.

Foto: Reprodução YouTube
Crédito: Reprodução/YouTubePaulo Borges, diretor criativo da SPFW

O produtor explicou, na palestra à Endeavor, que o evento ajudou a organizar a indústria em termos de calendário, dando visibilidade às marcas, já que os lançamentos se concentravam naquele período. Outra conquista: A criação de demanda em torno de profissionais especializados, como modelos, maquiadores, cenotécnicos e coordenadores de camarim.

No total, a cada edição, 12 mil pessoas são empregadas direta ou indiretamente. Entre as inovações produzidas para o evento, estão a exibição ao vivo dos desfiles pela internet, quando a banda larga era incipiente; a contratação de modelo trans; a compensação de carbono em 2016; e a abordagem de consumo consciente.

Atualmente, Paulo Borges também divide suas experiências no SPFWDay, que leva o know-how do SPFW para pequenos negócios de moda de todo o Brasil. A proposta é compartilhar conhecimento e estimular que essas empresas invistam em identidade, originalidade e inovação.

Cerimônia

O evento do Prêmio Cidadão SP será realizado no MAM (Museu de Arte Moderna de São Paulo), no dia 25 de janeiro,  aniversário de 466 anos da capital paulista. Uma das mais importantes instituições culturais do país, cravado no simbólico Parque Ibirapuera, ele concentra obras dos principais modernistas do Brasil.

O prêmio já homenageou expoentes como o maestro João Carlos Martins; Danilo Miranda, diretor do Sesc-SP; o jornalista Jairo Marques, da Folha de S.Paulo; e os empreendedores sociais Antonio Nóbrega, do Instituto Brincante, Marcelo Rosenbaum, do A Gente Transforma, e Roberto Kikawa, do Projeto Cies. Instituições como a plataforma de mídia e notícias Quebrando o Tabu e a agência Africa também foram contempladas.

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