Sob suspeita de assédio em vagão, funcionário do metrô é detido em SP

Este é o quarto caso de abuso sexual ocorrido em trens ou metrôs em 2015

Por: Redação

Apenas em 2015, quatro casos de abuso sexual foram registrados em alguma estação de metrô ou trem na capital paulista. O mais recente aconteceu na manhã da última sexta-feira, 29 de maio, envolvendo um supervisor de manutenção da companhia metroviária, detido em flagrante após se masturbar e mostrar o pênis para uma jovem de 23 anos dentro de um vagão entre as estações Conceição e Jabaquara. Em seis anos, essa foi a terceira vez que o homem se envolveu em casos de assédio no transporte público da cidade.

Em entrevista à Folha de S. Paulo, a vítima contou que o assédio aconteceu por volta das 8h30 de sexta-feira, quando o vagão se encontrava vazio, já que seguia no contrafluxo. De repente, foi surpreendida pelo agressor que começou a encará-la com a mão dentro da calça.

Reprodução (Artur Luiz/Flickr)
Nos últimos meses, inúmeros casos de abuso foram registrados nos transportes públicos da capital paulista

Após se masturbar o metroviário colocou o órgão sexual para fora e apontou em direção à vítima, que se levantou em direção à porta de saída.

Perseguição atrás do agressor

Quando o trem chegou ao Jabaquara, o suspeito desembarcou e a vítima decidiu então segui-lo. Ao perceber que ele deixaria a estação, pediu ajuda aos seguranças que o detiveram na saída da estação. Levado para Delegacia do Turista, o homem assinou um termo circunstanciado por ato obsceno e importunação ofensiva ao pudor e, em seguida, foi liberado.  

 Histórico 

Detido pela primeira vez em 2009,  quando não trabalhava no Metrô, o agressor conta com um histórico de ocorrências envolvendo seu nome. Há dois anos, em 2013, foi indiciado por abuso sexual. Em ambos os casos, também assinou um termo circunstanciado e foi liberado, à espera de decisão judicial, pois os delitos são considerados de menor gravidade. Segundo a polícia, o metroviário trabalha na empresa desde 2010 e é casado.

Nota

Por meio de nota, o Metrô afirmou que o funcionário em questão foi demitido, embora não tenha afirmado a data da demissão. A companhia disse ainda que “repudia o abuso sexual e não compactua nem tolera a postura individual deste ex-funcionário.”

Confira a matéria completa no site da Folha de S. Paulo.

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