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Vaquinha para trans Suzy é criada após reportagem de Drauzio Varella

Advogada gaúcha cria vaquinha online para ajudar a Suzy e outras detentas trans; saiba como contribuir

Por: Redação

Drauzio Varella comoveu a web. No último domingo, 1, à noite foi exibida no ‘Fantástico’, da TV Globo, uma reportagem que mostrava o drama de mulheres travestis e transgêneras confinadas em presídios masculinos. Confira a reportagem completa aqui.

A comoção foi tanta, que na madrugada de segunda-feira, a advogada Camila Ribeiro criou uma vaquinha online. O intuito é arrecadar dinheiro para comprar itens necessários para as mulheres trans presas. Tanto as que apareceram nas histórias contadas na reportagem, quanto outras que estejam vivendo a mesma situação.

Crédito: Reprodução / Site VaquinhaVaquinha online conseguiu arrecadar mais de dois mil reais em três dias

Logo após a iniciativa outras pessoas também sensibilizadas começaram a contribuir: “Eu nem pensei muito. Coloquei um valor inicial de R$ 2 mil e logo começaram as contribuições”, conta Camila. Em três dias o valor estipulado foi atingido. Até o momento mais de 50 pessoas apoiaram a causa e foi arrecadado R$ 2.692,00. A meta atual é atingir R$ 3.500,00.

A advogada que mora em Porto Alegre conta que ao assistir a matéria teve a ideia de criar “uma corrente de amor”. A história de Susy Oliveira Santos, de 30 anos, foi a que mais a comoveu: “Foi um tapa na minha cara. Como eu, advogada, formada por uma faculdade elitista através de bolsa do Prouni poderia ajudá-la?” questiona a gaúcha.

Segundo o Extra, Camila Ribeiro ainda não tem as informações sobre o que pode ser levado à penitenciária, pois cada uma tem suas condições. Mas ela gostaria que as doações de alguma forma, ajudassem as detentas a gerar uma renda: “Existem regras dentro dos presídios, como cor de sabonete, por exemplo, tipo de creme dental… Mas seria legal também levar coisas que possam dar à elas uma forma de fazer um dinheirinho. Tipo uma chapinha de cabelo para uma que pode cobrar e fazer nas colegas. Não é só doar. Mas instrumentalizar”, conta ela.

Além da vaquinha online, a advogada gaúcha também quer analisar o processo de Suzy e ajudar de alguma a forma a reduzir sua pena. “Como profissional, tenho o privilégio de entrar no presídio sem a burocracia de um visitante comum. E quero ler o processo dela. Isso, claro, se ela quiser. O mais importante é a Susy e outras presas saberem que são queridas e podem ser ajudadas aqui fora”, explica ela.

Camila pretende viajar até São Paulo com que for arrecadado na vaquinha e ainda ajudar como profissional, oferecendo também seu carinho pessoalmente: “E sem dúvida dar um abraço em cada uma delas. Independentemente da pena que tiveram e do crime que cometeram, elas estão pagando por seus erros. E quando transexuais, estas mulheres já são triplamente condenadas pela sociedade, que muitas vezes não evita que elas recorram a atos ilícitos para sobreviverem”.

Vaquinha

Você também ficou comovido com a reportagem e e com a iniciativa de ajudar as mulheres trans em penitenciárias masculinas?

Clique aqui, ajude e compartilhe o link da vaquinha.

Transfobia é crime e se combate com informação!

Para te ajudar a entender um pouco mais sobre o tema, veja abaixo:

O que é identidade de gênero

Identidade de gênero é como a pessoa se enxerga no espelho, seja como mulher, homem ou outra denominação dentro do espectro de gênero.

Pessoas que se identificam com o gênero que lhe foi atribuído ao nascer são consideradas cisgênero ou cis, na abreviação. Por exemplo, se ao nascer o bebê é registrado como menino e ao longo da vida ele continua se identificando dessa forma, ela é uma homem cis. Se essa pessoa não se identificar com seu sexo biológico, ela é transgênero ou somente trans.

Há também aqueles que não se identificam com nenhum gênero em específico. Essas pessoas são denominadas não-binárias, ou seja, não se identificam como homem ou como mulher.

Vale lembrar duas coisinhas: identidade de gênero não é uma ideologia e, muito menos, tem a ver com a orientação sexual de uma pessoa. Tanto pessoas cis quanto pessoas trans podem ser hétero, bi ou homossexuais.

Transexual x Transgênero x Travesti

Transexual

Há um tempo, esse termo era usado para falar sobre pessoas transgênero mas caiu em desuso para não dar a impressão de que ser trans é uma orientação sexual.

Transgênero

Este termo é usado atualmente para abarcar as pessoas trans. Por exemplo: um homem transgênero é aquele que foi identificado como mulher ao nascer e passou a se reconhecer como homem, enquanto, da mesma forma, a mulher transgênero é aquela que foi designada homem ao nascer mas, na verdade, se identifica como uma mulher.

Travesti

Travesti é um termo mais comum no Brasil, na Espanha e em Portugal (e em pesquisas do RedTube), e já foi usado como xingamento transfóbico e também para denominar uma mulher trans que não desejava passar pelo processo de readequação genital, mas não se aplica mais. Hoje o termo travesti é comumente usado para empoderamento e resistência da comunidade.

A diferença entre as três denominações é de auto identificação. Caso esteja na dúvida e não quer cometer um ato de transfobia, use apenas o prefixo trans ou pergunte à pessoa como ela se identifica.

Meu corpo, minhas regras!

Evite fazer perguntas sobre o corpo da pessoa trans, se já fez cirurgia ou hormonioterapia principalmente. Um homem ou uma mulher transgênero não necessariamente deseja mudar sua aparência ou genitais para se identificar com seu gênero, e questioná-los é desrespeitoso. Para mais informações, clique aqui.

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