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Dimenstein: Santa Dulce detonou a imagem de Bolsonaro e da Record

Foi péssimo para a imagem de Bolsonaro, que diz católico, ignorar a canonização de Irmã Dulce

Por: Gilberto Dimenstein

Essa nota foi publicada hoje pelo Painel, da Folha:

“Políticos da comitiva brasileira ao Vaticano relataram constrangimento com o fato de o papa Francisco não ter feito menção ao país nem às autoridades que foram à canonização de Irmã Dulce”.

Foi péssimo para a imagem de Bolsonaro, que diz católico, ignorar a canonização de Irmã Dulce –a primeira santa brasileira.

Crédito: Marcos Corrêa/PRBolsonaro durante missa no Santuário Nacional de Nossa Senhora, em Aparecida (SP)

Péssimo porque ela representa a essência do que se entende por valores cristãos: dedicou sua vida aos pobres. E morreu pobre.

A TV Record, da Igreja Universal, seguiu a mesma linha: não citou o fato histórico em seus programas jornalísticos do final de semana.

Aí é um caso grave de erro jornalístico.

Ter uma santa brasileira –a primeira– é uma noticia importante sob todos os aspectos.

Mas preferiam o silêncio em nome de crenças religiosas.

Isso não é jornalismo. Não é nada: apenas pregação religiosa.

É como se o Brasil tivesse ganho um Prêmio Nobel e, por questões ideológicas, não noticiar.

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Por: Gilberto Dimenstein

Jornalista, educador e fundador da Catraca Livre.