Cooperação: educador defende prática pela saúde mental de jovens

Nos Estados Unidos dos anos 1960, a educação que vigorava estimulava uma aprendizagem competitiva e individualista. Diante dela, dois irmãos, David e Roger Johnson, começaram a defender a ideia de que a cooperação era um valor fundamental para que os alunos se sentissem incluídos e traçassem um caminho de sucesso. Assim, fundaram o Centro de Aprendizagem Cooperativa da Universidade de Minnesota, que publicou uma série de pesquisas e formou professores em vários locais do mundo.

Mas o que é exatamente a aprendizagem cooperativa? Em entrevista ao El País, David Johnson explica: “É necessário que existam cinco elementos essenciais que são os que integram nossa metodologia. O mais importante é a interdependência positiva, que implica que todos os integrantes do grupo percebam que o sucesso individual não se dará se não triunfarem todos. Se um falhar, todos perdem. A chave é entender que os esforços individuais não serão em benefício próprio, mas do grupo”.

Cooperação pode favorecer o desenvolvimento e o sucesso de jovens

A realidade vista em sala de aula atualmente, contudo, está distante desse modelo, de acordo com Johnson. Para o especialista, a interação entre os alunos é ignorada e a formação que se dá aos professores é mais focada nos materiais de ensino do que em como lidar com os alunos. Essa interação, porém, será decisiva no estabelecimento da autoestima e no sucesso dos jovens.

Johnson pontua, ainda, que já é uma realidade de mercado valorizar mais a cooperação que a competição: “Esse modelo está ultrapassado e até as empresas de tecnologia como a IBM contratam aqueles que sabem trabalhar em grupo. No início dos anos 2000, uma pesquisa de uma empresa de consultoria observou que a principal razão pela qual os norte-americanos abandonam seus empregos é a falta de habilidades sociais de seus chefes. O individualismo não funciona mais”.

Aprendizagem cooperativa está associada a melhor saúde mental

Com base nas pesquisas desenvolvidas ao longo de sua carreira, Johnson defende também os benefícios da aprendizagem cooperativa para a vida dos estudantes: “Os benefícios podem ser divididos em três grandes grupos: um maior esforço para conseguir o que se deseja, uma melhoria nas relações interpessoais e também na saúde psicológica”. Quem se submete a esse tipo de instrução também costuma lidar melhor com sua ansiedade e construir melhores vínculos emocionais. Veja na íntegra.

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