Existe uma metodologia de ensino perfeita? Conheça alguns estilos

Neste artigo, listamos algumas orientações que farão você pensar de forma mais clara sobre as diferentes metodologias de ensino

Por: SEB (Sistema Educacional Brasileiro)

Uma das questões que são centros de atenção no ambiente educacional é a metodologia de ensino ideal. Professores lidam diariamente com diferentes alunos, habilidades distintas e dificuldades das mais variadas em sala de aula.

Um dos grandes impasses está em processar toda essa diversidade de forma a obter resultados satisfatórios tanto em nível individual quanto de forma coletiva.

Mas existe realmente uma metodologia de ensino inovadora? Como trabalhar de forma a obter melhores resultados em relação ao aprendizado da turma? Essas dúvidas são bem frequentes e constantemente fazem parte da preocupação dos pais na hora de escolher uma instituição de ensino adequada.

Neste artigo, listamos algumas orientações que farão você pensar de forma mais clara em relação à incorporação adequada do conhecimento e entender como ela funciona na prática — o que também ajuda a formar melhores escolhas. Continue a leitura para saber mais!

Crédito: Getty Images/iStockphotoMetodologias de ensino: investir na educação diferenciada é permitir que o aluno seja parte ativa nesse processo
  • Diferenças individuais em sala de aula

Sabemos que, em sala de aula, sempre haverá aquele aluno mais cordial ou aquele cujas características emocionais são mais instáveis. Há também aquele estudante menos afeito a responsabilidades e outro mais sensível a mudanças.

Da mesma forma que acontece em qualquer outro ambiente, a sala de aula é composta por pessoas com variadas características de temperamento — e é no momento de lidar com essas diferenças que percebemos a dificuldade em agradar a “gregos e troianos”.

Como os múltiplos traços de personalidade e temperamento acabam influenciando no modo de trabalhar com cada aluno, o professor deve ter em mente que essas diferenças sempre existirão e, por isso, o ideal é esforçar-se para valorizar a individualidade e respeitá-la. Além disso, estimar o que cada aluno tem de melhor para oferecer e ensiná-lo a desenvolver melhor seu potencial cognitivo a partir de suas habilidades e limitações.

  • Os estilos de aprendizagem existentes

Os estilos cognitivos, além dos estilos temperamentais, são outros fatores que, além de estarem presentes de forma individual, impactam diretamente no aprendizado e na escolha da metodologia de ensino ideal.

Todos nós temos um método ou processo cognitivo preferencial para aprender alguma coisa durante a vida. Existem aqueles que melhor absorvem os conteúdos de forma visual, auditiva ou, finalmente, aqueles que assimilam mais eficientemente de maneira sinestésica.

Qual estratégia utilizar para ajudar no desenvolvimento cognitivo dos alunos em sala de aula?

O segredo é, mais que priorizar um ou outro estilo, trabalhar de forma a conciliar todos eles. Fazendo isso, você dá oportunidades para que todos consigam absorver melhor um mesmo conteúdo. Além disso, permite que cada aluno perceba as suas próprias preferências de aprendizagem — a depender da sua maturidade para isso — e adote medidas e estratégias mais adequadas de aprendizado.

  • As metodologias de ensino

Existem diversas metodologias de ensino disponíveis e é possível encontrar instituições que oferecem diversos benefícios ligados a esses modelos. Mas, afinal, em que consiste cada um deles? Qual é o mais adequado? Conheça suas características e benefícios nos próximos tópicos.

  • O estilo tradicional

A metodologia de ensino tradicional é a mais utilizada no Brasil. Nela, o papel do professor se estabelece em uma espécie de hierarquia. Nesse cenário, o profissional expõe os conhecimentos, ministrando as aulas diante de uma lousa, e cobra o conhecimento do conteúdo dos alunos.

Em outras palavras, ele consiste em aulas expositivas, aplicação de provas, procura por resultados tangíveis e mensuráveis e a reprovação dos estudantes que apresentam um desempenho abaixo do estabelecido como a média.

  • O método construtivista

Nesse modelo, o aluno se torna o centro do processo, ao contrário da metodologia mais tradicional. Assim, o estudante tem um papel mais ativo na busca por conhecimento, à medida em que novos questionamentos ou assuntos de interesse vão surgindo.

O currículo é bem flexível e respeita o tempo de aprendizado dos alunos, que participam de situações semelhantes às vividas na realidade. A ideia é permitir que eles questionem, reflitam e cheguem a conclusões próprias a respeito de diversos assuntos.

  • A metodologia montessoriana

O modelo montessoriano preza pela autonomia do aluno em um cenário no qual os professores (e até mesmo o pais) têm um papel de facilitadores. Assim, os próprios estudantes selecionam os temas que querem estudar e fazem parte dos seus interesses — prezando, é claro, pelo currículo obrigatório estabelecido pelo MEC.

De modo geral, as turmas não seguem uma faixa etária definida (como na metodologia tradicional), uma vez que alunos de diferentes idades podem buscar assuntos semelhantes.

  • O método Waldorf

Aqui, o conceito gira em torno do fato de que cada pessoa se desenvolve de forma diferente e, portanto, o modelo de ensino precisa considerar a individualidade dos alunos.

O objetivo é estimular o raciocínio, a iniciativa, o equilíbrio emocional e o desenvolvimento artístico e intelectual dos estudantes. Vale destacar que os professores (e a escola) têm bastante autonomia para definir qual será o currículo adotado.

  • A metodologia freiriana

Esse método foi desenvolvido por Paulo Freire e conta com reconhecimento internacional. Nesse modelo, o principal objetivo da educação é a conscientização dos alunos.

Para isso, os conteúdos expostos não devem ser adotados como verdade absoluta, o que estimula o desenvolvimento do senso crítico. Assim, as aulas funcionam como uma espécie de via de mão dupla, na qual os professores ensinam, mas também possam aprender em sala de aula com os alunos.

 A Teoria das Inteligências Múltiplas, desenvolvida por Howard Gardner em 1985, tem como função repensar o conceito de inteligência como sendo uma capacidade geral e única. Essa teoria sugere que existem capacidades independentes entre si, como a inteligência linguística, musical, lógico-matemática, espacial, cinestésica (que difere da habilidade sinestésica citada anteriormente), interpessoal e intrapessoal.

Dessa maneira, um aluno pode ter menor aptidão lógico-matemática e maior habilidade visuoespacial, ou vice-versa. Outro pode ser ótimo no que diz respeito à liderança em sala de aula, mas não ter habilidades linguísticas tão bem apuradas.

Da mesma forma, as disciplinas ministradas em sala de aula demandam mais ou menos de cada uma dessas habilidades e, portanto, dificilmente um mesmo aluno terá ótimo rendimento em todas as disciplinas aprendidas.

Nos próximos tópicos, explicaremos brevemente cada uma delas e quais são suas principais características.

Inteligência lógico-matemática

Essa inteligência está mais focada na razão e está ligada ao pensamento lógico, identificação de padrões, solução de problemas, de equações e cálculos matemáticos. Até pouco tempo atrás era o principal tipo utilizado em testes de QI para mensurar o nível de inteligência das pessoas.

Em resumo, ela se relaciona ao estilo de aprendizagem que foca na lógica e nos números. Engenheiros, cientistas e estatísticos são alguns dos profissionais que se encaixam nesse tipo de inteligência.

Inteligência espacial-visual

Como o nome sugere, esse tipo de inteligência envolve boa percepção visual e de espaço, permitindo que as pessoas tenham melhor entendimento a partir de informações visuais (como gráficos e mapas).

Assim, o estilo de aprendizado que mais tem a ver com ela conta com o uso de formas, imagens e gravuras. Design, arquitetura e fotografia são algumas das profissões ligadas a ela.

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