Alexandre Garcia bate-boca com jornalista da CNN e leva invertida

"E os 100 mil que morreram?" disparou Rafael Colombo enquanto o ex-jornalista da Globo defendia a cloroquina

Por: Redação

O jornalista Alexandre Garcia, ex-TV Globo e ferrenho defensor do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) bateu-boca com o apresentador da CNN Brasil, Rafael Colombo, nesta sexta-feira, 7, e levou uma invertida ao defender novamente o uso da cloroquina no combate ao novo coronavírus, mesmo que não haja comprovação cientifica da eficácia do medicamento.

Crédito: Reprodução/CNNAlexandre Garcia bate-boca com jornalista da CNN e leva invertida ao vivo

“E os 100 mil que morreram? Se realmente funcionasse não seríamos o 3° país com o maior número de mortos no mundo”, disparou o âncora questionando o posicionamento de Alexandre Garcia, durante o quadro Liberdade de Opinião.

O jornalista iniciou seu discurso em defesa da cloroquina e logo, o apresentador da CNN questionou: “Se a cloroquina funciona, é barata, e serviu como você falou na Amazônia para lúpus, malária e outros tipos de doença, por que o mundo teria deixando tanta gente morrer se tem um remédio barato à disposição? A troco de que tanta gente morreria se a cloroquina funciona?”.

Alexandre Garcia respondeu com ironia: “Se não funcionar, ela não existe, pois está funcionando”.

“Ninguém provou que ela está funcionando, né, Alexandre?”,  respondeu o apresentador da CNN.

“As pessoas que sobreviveram são a prova. É assim que começa a ciência, a experiência”, completou o ex-jornalista da Globo.

Colombo então disparou: “E os 100 mil que morreram? Eu tive dois amigos que morreram de Covid-19. Eles morreram à toa, então? Porque fica parecendo que gastando R$ 20 na farmácia eles poderiam estar aqui, comigo, agora. E não é assim”, disse.

“Certamente não morreram à toa. Eu perguntei se eles usaram hidroxicloroquina prematuramente?”, emendou Alexandre Garcia.

“Eu não tenho esse detalhe a respeito do tratamento deles. Agora, não tenho a menor dúvida de que se a cloroquina funcionasse não teriam 100 mil mortos. Eu faço questão de fazer esse posicionamento, porque depois há uma mistura nas redes sociais a respeito da minha opinião e da opinião do Alexandre”, afirmou o âncora da CNN.

“Eu tenho todo respeito pela carreira e pela história do Alexandre, mas me sinto no direito e no dever de fazer esse posicionamento, porque eu também perdi gente muito próxima por causa dessa doença, e fica parecendo que elas não quiseram gastar R$ 20 para tomar cloroquina”, finalizou o apresentador da CNN.

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