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Influenciadora é acusada de racismo ao associar ‘cecê’ à pele negra

Após a repercussão negativa, Isadora foi as redes pedir desculpas e disse que não é racista porque, inclusive tem amigos negros

Por: Redação
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Na última quinta-feira, 22, após fazer uma sequência de Stories em seu Instagram, a influenciadora digital, Isadora Farias, foi acusada de racismo ao associar mau cheiro do corpo à pele negra. Em uma farmácia, ela falou que tem problemas de “cecê” – termo usado para descrever o odor causado por suor e bactérias – e que por isso utiliza desodorante específico para pele negra.

Influenciadora é acusada de racismo ao associar 'cecê' à pele negra
Crédito: DivulgaçãoInfluenciadora é acusada de racismo ao associar ‘cecê’ à pele negra

“Quem me segue há mais tempo sabe que eu tenho sério problema com ‘cecê’, eu tenho que passar desodorante bom. Inclusive às vezes eu compro de pele morena a negra porque o negócio aqui é punk”, disparou.

O perfil Ativismo Negro, no Instagram, publicou a gravação que a modelo fez mostrando repúdio a atitude. “A fala dessa influencer diz muito sobre o pensamento da branquitude racista, negros fedem, essa não é a primeira vez que ouço isso e infelizmente não será a última”, lamentou. “Por qual motivo o cheiro de suor ainda é tão atribuído a população negra de forma tão peculiar?”, questionou outro perfil, o Africanize.

“Quantas vezes já ouvimos de maneira pejorativa alguém dizendo que pretos têm um ‘cheiro forte’, que o suor é específico, muito particular, trazendo até uma repulsa, e aí popularmente o termo acabou sendo atribuído ao significado ‘Cheiro de Crioulo ou Caatinga de Crioula’. Sempre fomos orientados a nos preocupar com o cheiro, para não ser alvo de piadas pejorativas”, continuou.

Pedido de desculpas

Isadora voltou as redes sociais para se desculpar após a repercussão negativa das sua fala.

“Antes de falar qualquer coisa, eu quero pedir perdão, que é mais do que desculpas, para todas as pessoas que se sentiram ofendidas com aquilo que eu falei. Eu não sou essa pessoa racista, eu amo os negros, eu amo todas as pessoas e trato as pessoas com igualdade”, iniciou.

“Quem me conhece sabe, quem me segue e me conhece pessoalmente sabe da minha conduta, do meu caráter, das minhas crenças e eu jamais falaria qualquer coisa de maneira racista ou para ofender qualquer que seja a pessoa”, completou ela.

Ela terminou o recado dizendo que não é racista por ter amigos negros: “Eu tenho amigos negros, colegas de trabalho negros, convivo com pessoas negras, e por isso quero deixar mais uma vez registrado as minhas sinceras desculpas por esse mal-entendido”.

Assista ao vídeo

Como denunciar racismo

É fundamental que o criminoso seja denunciado, já que racismo é crime previsto pela Lei 7.716/89. Muitas vezes não sabemos o que fazer diante de uma situação como essa, nem como denunciar, e o caso acaba passando batido.

Para começar, é preciso entender que a legislação define como crime a discriminação pela raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, prevendo punição de 1 a 5 anos de prisão e multa aos infratores.

A denúncia pode ser feita tanto pela internet, quanto em delegacias comuns e nas que prestam serviços direcionados a crimes raciais, como as Delegacias de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), que funcionam em São Paulo e no Rio de Janeiro. Veja mais aqui.

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