8 lições de ‘Sex and the City’ para viver de bem com a vida

A série, que comemora 20 anos, narra as aventuras amorosas, sexuais e profissionais de quatro mulheres empoderadas e bem sucedidas

Por: Guilherme Prado

Há exatos 20 anos, “Sex and the City” estreava na televisão norte-americana. A série, produzida e distribuída pela HBO, nasceu a partir do livro de mesmo nome de Candace Bushnell e representou uma mudança significativa na representação da mulher contemporânea na cultura ocidental.

Em 94 episódios distribuídos em seis temporadas, o seriado narra as aventuras amorosas, sexuais e profissionais de quatro personagens, Carrie Bradshaw, Samantha Jones, Charlotte York e Miranda Hobbes, e explora os questionamentos e peculiaridades da vida de mulheres na casa dos 30 e 40 anos.

Sarah Jessica Parker, Cynthia Nixon, Kristin Davis e Kim Cattrall nos bastidores de “Sex and the City”

Dirigida por Darren Star, “Sex and the City” ainda conquistou a crítica, acumulando 8 estatuetas do Globo de Ouro e entrando para a história como a primeira comédia da TV paga norte-americana a ganhar um Emmy, em 2001.

Sem pudores, a produção foi marcada por colocar em debate questões comuns da vida de qualquer mulher, apesar de retratar apenas personagens ricas e bem-sucedidas da sociedade nova-iorquina.

Empoderadora, direta e totalmente influenciada pelo cenário fashion da época, “Sex and the City” carrega ensinamentos preciosos há duas décadas e pode ser vista como uma melhor amiga quando tudo o que queremos são conselhos sobre as incertezas da vida adulta.

Pensando nisso, o Catraca Livre listou 8 lições tiradas de “Sex and the City”, que vão fazer você correr para frente da televisão e mergulhar na vida dessas amigas solteiras de Nova York. Olha só:

  • Seja independente e se ame em primeiro lugar

Todo mundo que já se apaixonou sabe que, às vezes, deixamos nossos desejos e nossa identidade de lado para nos fazermos notados por outras pessoas. “Sex and the City” mostra que isso não é exclusividade de ninguém, mas que o mais importante é enxergar essa situação para sair dela.

Antes de se entregar para alguém, é preciso se entregar para si mesmo. Pensar na própria satisfação e não abrir mão da independência devem ser prioridades para uma vida psicologicamente saudável, como prova Samantha Jones ao longo de toda narrativa.

  • Manter amizades faz parte da fórmula para o sucesso

Talvez o maior valor pregado pela série seja a importância dos amigos na nossa vida. Em absolutamente todos os episódios, Carrie, Charlotte, Miranda e Samantha se reúnem para compartilhar suas aventuras, pedir conselhos ou só tomar um drink com a companhia umas das outras.

Na saúde ou na doença, na alegria ou na tristeza, lá estarão suas amigas para te ouvir, ajudar e até criticar quando for preciso.

  • Solteirice não é sinônimo de solidão

Ao longo de toda a história, Carrie Bradshaw teve 42 namorados e isso não a livrou de viver crises pela falta de companheiros. Contudo, tanto a protagonista quanto as outras personagens provam que estar solteira é um momento de liberdade e experimentação.

Viver a solteirice é gastar o tempo com suas próprias vontades, conhecer pessoas descompromissadamente e curtir momentos de autocompreensão para, quando surgir um novo amor, sua essência se manter viva e segura.

  • Tudo bem sofrer por amor

Por mais seguras e de bem com a vida, constantemente as quatro amigas passam por momentos de vulnerabilidade, onde o choro é inevitável.

Se decepcionar e viver momentos de luto são normais na vida de qualquer pessoa e se fazem necessários para colocarmos os pensamentos em ordem e superarmos situações semelhantes no futuro. Chorar lava a alma e não há problemas em derramar algumas lágrimas!

  • Não espere tanto dos outros

O relacionamento de Carrie com Mr. Big é assunto de muitos episódios de “Sex and the City”. Apaixonada, ela cria expectativas de um relacionamento perfeito, idealizando no companheiro a figura da pessoa com a qual sempre sonhou em se casar.

Contudo, ao longo do romance, é possível entender que Big procura algo sem muitos planejamentos ou cobranças, indo na direção contrária ao que Bradshaw imagina.

Considerando as “mancadas” de ambas as partes, reconhecemos que nem sempre podemos exigir atitudes dos outros, pois as expectativas são criadas em nossa cabeça e também é preciso assumir certas responsabilidades pelas decepções sofridas.

  • As coisas podem dar errado, mas relax!

“Sex and the City” mostra que é natural passar por vários relacionamentos até encontrar um que dê certo. Na medida em que as personagens começam ou param de namorar, entendemos que nenhum parceiro será igual ao outro e é aí onde está a graça.

Melhor do que se lamentar por um amor que deu errado ou procurar o culpado pelos problemas é compreender quais foram as falhas e ensinamentos que podemos tirar delas. Errar faz parte do aprendizado!

  • Esteja aberto às possibilidades

Comparada às amigas, Samantha Jones é apresentada na série como a mais decidida e bem resolvida quando o assunto é relacionamento, o que a leva até a “fugir” de compromissos.

Contudo, até a mais “desencanada” das personagens não resiste e pula de cabeça em experiências amorosas, mostrando que nem sempre precisamos parecer desimpedidos ou desinteressados demais, e encarar tudo de bom e ruim que alguns relacionamentos podem nos proporcionar.

  • Ninguém é perfeito, inclusive você

Sabe o príncipe encantado que você tanto sonha? Pode ser que ele até exista, mas com certeza não será tão perfeito como você imagina. É preciso estar disponível para refletir sobre as prioridades de um relacionamento e abrir mão de exigências absurdas que podem ser colocadas de lado para se viver longe de dramas desnecessários.

A pessoa perfeita será aquela aberta a conversas francas, com boa vontade em compreender seus defeitos para fazer deles incentivos para mudanças conjuntas.


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