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Ministério da Justiça manda suspender exibição do filme de Danilo Gentili

Segundo despacho, “a disponibilização, exibição e oferta” do filme não sejam interrompidas em até cinco dias, deve ser aplicada multa diária de R$ 50 mil

Por: Redação

O Ministério da Justiça determinou a suspensão do filme “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola” em plataformas de streaming. Lançado em 2017, o filme do humorista Danilo Gentili, entrou para o catálogo da Netflix recentemente e tem sido bombardeado de críticas por parte dos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL). O longa é acusado de fazer “apologia à pedofilia“.

Danilo Gentili
Crédito: DivulgaçãoMinistério da Justiça exige suspensão da exibição do filme de Danilo Gentili

Segundo despacho da Secretaria Nacional do Consumidor publicado nesta terça-feira, 15, no Diário Oficial da União, caso “a disponibilização, exibição e oferta” do filme não sejam interrompidas em até cinco dias, deve ser aplicada multa diária de R$ 50 mil.

Segundo a decisão, assinada pela diretora do Departamento de Proteção e de Defesa do Consumidor, Lilian Brandão, a medida foi tomada “tendo em vista a necessária proteção à criança e ao adolescente consumerista”.

Inspirado em um livro do comediante e apresentador Danilo Gentili, que também atua no filme, o longa, de 2017, é acusado de fazer apologia à pedofilia. A história gira em torno de dois adolescentes, interpretados pelos atores Bruno Munhoz e Daniel Pimentel, que encontram um diário com “dicas” de como se tornar “o pior aluno da escola”.

Um trecho do filme que circulou ontem (14) nas redes sociais gerou polêmica, especialmente quando o inspetor, vivido por Fábio Porchat, sugere um ato sexual por parte dos garotos.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Anderson Torres, que já havia se manifestado sobre a polêmica dizendo que tinha pedido a “vários setores” da pasta que adotassem as medidas cabíveis, compartilhou a decisão em suas redes sociais nesta terça-feira.

A postagem recebeu o apoio de outros membros do governo federal, como o secretário de Cultura, Mário Frias, e a ministra Damares Alves, que comanda a Secretaria da Mulher, Família e Direitos Humanos.

Outro lado

Ontem, Gentili se defendeu das acusações. Por meio de sua assessoria frisou que o filme é uma obra de ficção.

“Geralmente, o filme tem o mocinho e o vilão. O vilão é um personagem mau. Que faz coisas horríveis. O vilão pode ser um nazista, um racista, um pedófilo, um agressor, pode matar e torturar pessoas… O Marlon Brando interpretou o papel de um mafioso italiano que mandava assassinar pessoas. A Renata Sorah roubou uma criança da maternidade e empurrava pessoas da escada. A Regiane Alves maltratava idosos. Mas era tudo mentira, tá, gente?”, ironizou.

À época do lançamento, quando Gentili tecia duras críticas ao PT e recebia de bom grado Bolsonaro e seus filhos em seu programa de televisão no SBT, o filme do humorista foi aplaudido por bolsonaristas.

Cinco anos se passaram, e Gentili deixou de mostrar-se simpático ao modelo bolsonarista de governo. Desde que Bolsonaro foi eleito, o humorista também tem se colocado contra algumas das medidas adotadas pelo presidente, o que irritou a massa extremista de conservadores brasileiros.

Ao se deparar com a hashtag #PedofiliaNaNetflix pairando nos trending topics do Twitter, e ver seu nome sendo tão criticado, Gentili publicou que se sente orgulhoso por ter desagradado tanto petistas quanto bolsonaristas ao longo de sua carreira, na mesma intensidade.

As críticas vêm num momento em que o presidente enfrenta a crise dos combustíveis, que encareceu a gasolina e o diesel em todo o Brasil, além de baixa popularidade a poucos meses das eleições.

Com informações da Agência Brasil.

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