Depois do caso de estupro coletivo da argentina Lucía Pérez, manifestações a favor do direito das mulheres eclodiram pelas ruas de seis países diferentes. Nesta quarta-feira, 19 de outubro, ocorreu um protesto em Santiago, no Chile, que foi ilustrado principalmente pela foto de um homem sem camisa segurando um cartaz com os dizeres: "Estou seminu rodeado pelo sexo oposto... e me sinto protegido, não intimidado. Quero o mesmo para elas".

protesto

Créditos: Reprodução/Facebook

"Estou seminu rodeado pelo sexo oposto... e me sinto protegido, não intimidado. Quero o mesmo para elas"

A imagem foi publicada em diversos portais de notícias e viralizou no Facebook, levantando uma discussão sobre a coerência de sua fala, que tomou o protagonismo das mulheres. O rapaz, conhecido como Felipe Garrido Aranela, também recebeu elogios dos internautas por sua atitude.

Logo depois da repercussão da foto, Francesca Palma, que diz ser ex-mulher de Aranela, publicou um desabafo. Em sua rede social, ela revelou um lado diferente do homem e detalhes de seu relacionamento.

"Eu sou a mãe da filha que nasceu da relação com este indivíduo, que diz defender nossos direitos, que por anos destruiu a vida da minha filha e a minha, me causando cicatrizes no meu corpo e nas minhas memórias", escreveu.

Em seguida, continua o relato: "Ontem, enviou uma mensagem dizendo que não poderia visitá-la porque teria que trabalhar, e agora todos sabemos que não a buscou para ir à manifestação, não ao trabalho".

Em entrevista ao BioBioChile, Francesca falou sobre as agressões que sofreu. "Uma vez estávamos discutindo e ele me jogou um prato. Me rompeu um tendão e agora tenho uma cicatriz no pé. Ao chegar no hospital, me pediu que não contasse ao médico o que havia ocorrido porque ele poderia ir preso", contou.

No Facebook, Aranela usa como foto de perfil uma imagem do coletivo feminista Ni Una Menos. Depois da acusação, ele passou a receber diversas críticas em suas publicações.