Mais uma vítima da violência policial em São Paulo reacende o debate sobre o papel do poder judiciário e seus recorrentes casos de impunidade. No último dia 9 de abril de 2016, Luana Barbosa dos Reis, mulher, negra, da periferia de Ribeirão Preto, foi abordada por três policiais militares e espancada na frente do próprio filho de 14 anos.

Levada a um distrito da região, no bairro Jardim Paiva, foi liberada logo após as agressões sofridas. Em casa, seus familiares registraram um vídeo que denunciava a situação de Luana: suja, machucada, cheia de hematomas e quase inconsciente por tanto apanhar.

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"Justiça para Luana Barbosa dos Reis, mulher negra lésbica morta pela PM", destaca texto da petição na internet

Internada na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas, faleceu no dia 13 deste mês ao sofrer uma isquemia cerebral aguda causada por politraumatismo crânio-encefálico.

Em entrevista ao Portal G1, o tenente coronel da PM, Francisco Mango Neto, justificou as agressões ao afirmar que Luana estava exaltada, motivando o uso da força excessiva que causou a sua morte.

Assista ao vídeo gravado pela família logo após a agressão e confira a petição que pede justiça pela morte de Luana