Em março de 2011, o Catraca Livre abriria caminho para uma nova proposta dentro do jornalismo contemporâneo por meio da série de reportagens em quadrinhos idealizada por Alexandre De Maio, em pautas que contribuíram para a visibilidade do jornalismo em quadrinhos no Brasil.

Foram diversas pautas como o inusitado Surf de Corrente, o acervo digital do Jornal do Brasil, exposições, entrevista com celebridades como Ariano Suassuna, Zélia Duncan, Arnaldo Antunes e Paulo Lins. Aproveitando os recursos dos quadrinhos fizemos a entrevista que nunca aconteceu com Joe Sacco, ícone do jornalismo em quadrinhos e uma entrevista para comemorar o centenário de Nelson Cavaquinho, em que o repórter volta aos anos 20 no Rio de Janeiro para entrevistar o sambista.

Com a visibilidade do trabalho, o Catraca Livre começou a ganhar espaço em outros veículos, como a revista Fórum, abordando temas como a violência na periferia das grandes cidades, a questão indígena, carcerária e urbana.

A mistura de elementos das HQs, somada às práticas do jornalismo de engajamento popular, ganhou novos ares e rumos. Atravessou pontes e levou sua proposta a outros nomes dos meios de comunicação como a revista Playboy, Folha de S.Paulo, Estadão, Agência Pública e Portal Sesc.

Aliado às novas tecnologias, Alexandre de Maio retomou às suas origens no berço da cultura hip hop paulistana para sua participação no documentário Sabotage: Maestro do Canão, além de uma série de matérias especiais para o Greenpeace e para a edição gratuita do aplicativo da revista Veja, em que encabeça um projeto de reportagem sobre as Olimpíadas de 2016.

Feitos que garantiram o prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo em 2013 com a reportagem "Meninas em Jogo", este ano teve duas indicações para o Prêmio Abril de Jornalismo e concorreu em três categorias do prêmio Gabriel García Márquez, considerado um dos eventos mais prestigiados da atualidade, idealizado pelo próprio autor colombiano.