Viajar é uma oportunidade de autodescoberta sem tamanho. Se você está passando por um momento de transição --mudança de carreira, separação, superação de algum acontecimento que te tirou do eixo-- ou até mesmo se você quer conhecer outras culturas e aprimorar os seus conhecimentos em algum tema específico, recomendo fortemente que considere passar um tempo fora da bolha e se dar esse presente.

Viajar sozinha, porém, é uma atitude que exige um certo desprendimento e coragem. Primeiro de tudo, não encare como verdade absoluta tudo o que te disserem, principalmente quando quiserem te convencer que não é seguro viajar sozinha porque você é mulher. Assim como no dia a dia, tudo é possível que aconteça, inclusive N-A-D-A. Não é por isso que você vai passar a vida com medo de sair de casa, né? A minha sugestão é: antes de fazer as malas, pesquise bem o destino, leia depoimentos de outras mulheres que já estiveram lá, colha dicas de como se comportar diante daquela cultura. Quando chegar, observe, observe, observe muito.

Créditos: Arquivo pessoal

No trem para Hua Hin, na Tailândia

Para que essa viagem seja mais proveitosa possível, faça um planejamento. Você não precisa saber minuciosamente o que fará em cada cidade que pousar, mas é importante criar um trajeto. Assim, você consegue se dividir para conhecer todos os lugares que deseja no tempo que tem. Uma boa ferramenta para organizar o roteiro é o GoogleMaps. Lá, além de criar o trajeto, você pode favoritar os pontos que deseja conhecer.

Planejar-se financeiramente também é importante. Se você mora de aluguel, já pensou em usar o Airbnb enquanto estiver fora? Se tem carro, já pensou em vendê-lo? Às vezes, só de guardar o dinheiro da cervejinha já te ajuda a criar um pé de meia.

Se você não tem data certa para voltar e tem a oportunidade de oferecer o seu trabalho enquanto viaja, você pode, também, trocar trabalho por hospedagem e aproveitar mais tempo em cada destino. Empresas como a Worldpackers são ótimas intermediadoras desse processo! Eu fiz e recomendo.

Créditos: Arquivo pessoal

Viajar sozinha é uma atitude que exige um certo desprendimento e coragem

Quando chegar, esteja aberta a conhecer pessoas, principalmente os locais. Se precisa pedir algum tipo de informação, vá em outra mulher que tenha mais ou menos a sua idade. Por mais que você não fale a língua local, elas sempre tentam ajudar. Nessas horas a gente vê que a sororidade existe!

Dê tempo ao tempo. O primeiro dia pode parecer (e é) algo absolutamente fora do comum, mas aos poucos você vai se acostumando com o lugar e a rotina das pessoas.

Se abra às imprevisibilidades que podem aparecer no caminho. Esses dias, peguei um trem de Bangkok para outra cidade na Tailândia e quando cheguei, dia 31 de dezembro, não havia nenhum táxi na rua. Um milhão de pensamentos vieram à cabeça, inclusive que eu poderia passar a virada do ano ali na estação de trem. Respirei, esperei e depois de um tempo uma pessoa parou oferecendo ajuda. Confiei e fui. E estou aqui contando a história.

Aproveite todas as oportunidades que podem aparecer no caminho. Você não sabe quando vai voltar àquele lugar, com aquelas pessoas e, acima de tudo, sentir aquela mesma emoção --talvez, nunca.

E mantenha sempre: a mente esperta, a espinha ereta e o coração tranquilo.

Prazer, eu sou a Mayara Castro (Instagram) e escrevo esse texto de Hua Hin, na Tailândia. Quer me conhecer melhor? Então vem cá: www.mayaracastro.me

Por Mayara Castro

Viajando o mundo colaborativamente

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Eu sou a Mayara, jornalista e locutora de formação, trabalho com conteúdo online há pelo menos 7 anos e desde 2013 empreendo por uma vida com mais autonomia e liberdade.

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