A atriz britânica Terri Dwyer, que lutou duas vezes contra o câncer de pele, compartilhou a imagem - captada por uma câmera UV - dos danos que o sol e bronzeamento artificial causaram em seu rosto.

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Terri, que amava tomar sol, mas não se protegia, foi diagnosticada duas vezes com melanoma maligno

Terri, que amava tomar sol, foi diagnosticada duas vezes com melanoma maligno e agora está preocupada com um sinal de pele que recentemente mudou de forma.

Ela acredita que esses problemas foram causados pelos abusos nos banhos de sol desde a adolescência.

"Eu tinha uma máquina de bronzeamento em casa quando tinha 18 anos. Depois disso, eu sempre estava sempre me bronzeando durante as férias e nem sempre usava protetor solar”, conta ao Daily Mail.

Agora ela atua alertando as pessoas sobre os perigos do bronzeamento e apoia uma campanha pedindo que o governo do Reino Unido siga os passos da Austrália e proíba as câmaras de bronzeamento artificial.

Créditos: reprodução: Daily Mail

Essa  imagem - captada por uma câmera UV - mostra os danos que o bronzeamento causou no rosto de Terri

“Os perigos de se bronzear não é algo de que você se preocupe quando é jovem, mas médicos disseram que é muito provável que meu uso de câmaras de bronzeamento tenha causado meu câncer” aponta.

Terri agora tem que realizar check-ups a cada três meses, além de observar regularmente se houve qualquer alteração nas manchas e pintas em seu corpo.

Melanoma:  fatores de risco, sintomas e prevenção

O melanoma é um tumor maligno originário dos melanócitos (células que produzem pigmento). Apesar de sua incidência ser inferior aos outros tipos de câncer de pele, casos desse tipo de câncer estão aumentando no mundo inteiro, como aponta matéria do Minha Vida, parceiro do Catraca Livre.

Ele pode ocorrer não só na pele, como também nos olhos, orelhas, trato gastrointestinal, membranas mucosas e genitais, além de ter a capacidade de invadir qualquer órgão, criando metástases.

Apesar da causa desse tipo de problema não ser clara, é provável que fatores ambientais e genéticos provoquem a doença.

Os médicos acreditam que a exposição à radiação ultravioleta (UV) - do sol e de câmaras de bronzeamento - seja a principal causa de melanoma.

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Exposição à radiação ultravioleta (UV) - do sol e de câmaras de bronzeamento - é apontada como principal causa de melanoma

Mas outros fatores podem contribuir para seu desenvolvimento, já que a luz UV não causa todos os melanomas, especialmente aqueles que ocorrem em lugares em seu corpo que não recebem a exposição à luz solar.

Principais Fatores de risco:

  • Pessoas que tomaram muito sol ao longo da vida sem proteção adequada têm um risco aumentado para melanoma. Quanto mais queimaduras solares a pessoa sofreu durante a vida, maior é o risco de ela ter um câncer de pele
  • Viver perto do equador ou em maior altitude também aumenta o risco, uma vez que os raios do sol são mais diretos. Além disso, pessoas que moram em grandes altitudes estão mais expostas à radiação UV
  • O melanoma ocorre geralmente na idade adulta, a partir da quinta década de vida, atingindo homens com mais frequência do que mulheres
  • Pessoas com a pele, cabelos e olhos claros têm mais chances de sofrer câncer de pele
  • Pessoas que têm albinismo ou sardas pelo corpo
  • Uma pele que sempre se queima e nunca bronzeia quando exposta ao sol também corre mais risco
  • O melanoma é mais comum em pessoas que têm antecedentes familiares da doença
  • Pessoas que já tiveram um câncer de pele ou uma lesão pré-cancerosa anteriormente têm mais chances de sofrer com o melanoma
  • Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido têm um risco aumentado de câncer de pele

Sintomas de Melanoma
Os primeiros sinais e sintomas de melanoma são frequentemente:

  • Uma mudança em uma mancha ou pinta existente
  • O desenvolvimento de uma nova mancha ou pinta bem pigmentada ou de aparência incomum em sua pele
  • Outras mudanças suspeitas podem incluir coceira, comichão, sangramento e a não cicatrização da área

Sinais de melanoma
O melanoma varia muito na aparência. Alguns podem mostrar todas as alterações citadas, enquanto outros podem ter apenas uma ou duas características incomuns.

Por isso, como regra geral, qualquer novo sinal na pele ou mudança em uma pinta/mancha que já existia deve servir de alerta para procurar um dermatologista. É importante procurar um médico sempre que notar uma nova lesão, ou quando uma lesão antiga tiver algum tipo de modificação.

Existe uma regra didática para os pacientes, chamada ABCD, cujo objetivo é reconhecer um câncer de pele em seu estágio inicial:

  • Assimetria: imagine uma divisão no meio da pinta e verifique se os dois lados são iguais. Se apresentarem diferenças deve ser investigado
  • Bordas irregulares: verifique se a borda está irregular, serrilhada, não uniforme
  • Cor: verificar se há várias cores misturadas em uma mesma pinta ou mancha
  • Diâmetro: veja se a pinta ou mancha está crescendo progressivamente.

Prevenção

Evitar a exposição solar sem proteção adequada é a principal recomendação para prevenir o câncer de pele. Para isso, é necessário adotar uma série de hábitos:

  • Usar filtro solar FPS no mínimo 30, diariamente
  • Reaplique-o pelo menos mais duas vezes no dia e espere pelo menos 30 minutos após a aplicação para se expor ao sol
  • Procure evitar os momentos de maior insolação do dia (entre 10h e 16h)
  • Além do protetor solar, use protetores físicos, como chapéus e camisetas.

Leia matéria completa no Minha Vida.

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