Mistério na Esfinge de Gizé intriga geólogos e pode mudar tudo o que sabemos sobre sua origem das marcas no monumento
Debate entre geólogos e arqueólogos levanta a possibilidade de que a Esfinge de Gizé seja milhares de anos mais antiga do que a cronologia tradicional.
A Esfinge de Gizé continua intrigando especialistas após um debate sobre marcas de erosão que, para alguns geólogos, podem indicar que o monumento é milhares de anos mais antigo do que a data aceita atualmente.

O que torna a Esfinge de Gizé um dos maiores mistérios da arqueologia?
A Esfinge de Gizé, localizada no Egito, é considerada um dos monumentos mais famosos do mundo. Tradicionalmente, arqueólogos atribuem sua construção ao faraó Quéfren, por volta de 2.500 a.C., durante o período do Antigo Reino.
Apesar desse consenso, a enorme escultura continua cercada por dúvidas. Entre elas está a origem de determinadas marcas presentes em seu corpo e nas paredes da área ao redor, que alimentam uma discussão científica há décadas.
A erosão por água realmente pode mudar a idade da Esfinge?
Alguns geólogos afirmam que os sulcos verticais observados na rocha são compatíveis com chuvas intensas e prolongadas, e não apenas com a ação do vento e da areia do deserto.
Se essa hipótese estiver correta, a escultura teria sido exposta a um clima muito mais úmido, existente no norte da África milhares de anos antes da data tradicionalmente aceita para sua construção.
Por que muitos arqueólogos contestam essa interpretação?
A maior parte dos arqueólogos considera que as evidências históricas continuam apontando para a construção da Esfinge durante o reinado de Quéfren. Eles destacam a proximidade do monumento com seu complexo funerário e outros elementos arquitetônicos do período.
Além disso, pesquisadores argumentam que diferenças naturais nas camadas de calcário, combinadas com séculos de vento, umidade e processos de restauração, podem explicar o padrão de desgaste sem necessidade de alterar sua cronologia.

Quais argumentos sustentam essa teoria?
Os pesquisadores que defendem essa interpretação apontam diferentes evidências geológicas para justificar a hipótese. Entre os principais argumentos estão:
- Sulcos verticais profundos, considerados incomuns para erosão causada apenas pelo vento.
- Desgaste irregular das paredes do recinto onde a Esfinge está localizada.
- Períodos de chuvas intensas registrados no Saara entre aproximadamente 7.000 e 10.000 anos atrás.
- Comparações geológicas com formações rochosas moldadas pela água em outras regiões.
Segundo esses estudiosos, caso as marcas realmente tenham sido produzidas por fortes precipitações, a construção poderia anteceder em milhares de anos o surgimento da civilização egípcia dinástica.
O mistério da Esfinge ainda está longe de uma resposta definitiva
Mesmo após décadas de pesquisas, nenhuma das interpretações conseguiu encerrar completamente o debate. Novas análises geológicas e tecnologias de mapeamento continuam sendo utilizadas para compreender melhor a formação das marcas.
Enquanto não surge uma prova conclusiva, a Esfinge de Gizé permanece como um dos maiores enigmas da história, despertando interesse tanto entre cientistas quanto entre pessoas fascinadas pelos mistérios do Egito Antigo.