Mistério na Jordânia: estátuas de 9 mil anos encontradas com aparência “alienígena” desafiam explicações sobre os povos antigos
Esculturas de cerca de 9.000 anos encontradas na Jordânia impressionam pelos olhos feitos de conchas e ajudam a reescrever a história.
As Estátuas de Ain Ghazal impressionam até hoje por sua aparência incomum. Descobertas na Jordânia, essas figuras de cerca de 9.000 anos desafiam o que imaginávamos sobre a criatividade e as crenças das primeiras sociedades humanas.

Por que as estátuas de Ain Ghazal surpreendem pela aparência?
Encontradas próximo à atual cidade de Amã, na Jordânia, as estátuas de Ain Ghazal estão entre as mais antigas esculturas humanas em tamanho quase real já descobertas. Elas foram produzidas durante o período Neolítico, quando comunidades agrícolas começavam a se estabelecer de forma permanente.
O aspecto que mais chama atenção são os grandes olhos feitos com conchas brancas e pupilas de betume preto. Em ambientes pouco iluminados, esse contraste cria um efeito visual marcante, fazendo com que pareçam observar quem está à frente delas.
Como essas esculturas foram produzidas há 9 mil anos?
Os artesãos pré-históricos utilizaram uma estrutura formada por juncos revestidos com diversas camadas de gesso de cal. Depois, moldaram cuidadosamente o rosto, o tronco e outros detalhes antes da secagem completa do material.
Os olhos receberam acabamento especial com conchas e betume, enquanto algumas peças apresentam duas cabeças ou características pouco comuns. Esse cuidado demonstra um domínio técnico surpreendente para uma época tão remota.
Por que os olhos causam tanto impacto visual?
O efeito criado pelos materiais naturais faz com que as esculturas pareçam quase vivas. A combinação entre o branco das conchas e o preto intenso do betume aumenta a sensação de profundidade, especialmente sob iluminação reduzida.
Esse visual incomum explica por que muitos visitantes modernos descrevem as figuras como “assustadoras” ou até semelhantes a representações de seres extraterrestres. No entanto, especialistas consideram que essa impressão resulta apenas das escolhas artísticas feitas pelos antigos habitantes da região.

O que os arqueólogos acreditam sobre a função dessas figuras?
Ainda não existe consenso sobre o verdadeiro propósito das esculturas. Como elas foram encontradas cuidadosamente enterradas, pesquisadores acreditam que desempenhavam um importante papel simbólico dentro daquela comunidade.
Entre as principais hipóteses levantadas pelos arqueólogos estão:
- Representação de ancestrais importantes para a comunidade.
- Uso em cerimônias religiosas ou rituais coletivos.
- Símbolos de identidade social durante encontros comunitários.
- Objetos ligados às crenças sobre vida, morte e fertilidade.
A descoberta mudou a visão sobre a Pré-História?
Antes do achado em Ain Ghazal, muitos pesquisadores acreditavam que populações do início do Neolítico produziam apenas objetos simples. As esculturas mostraram que essas sociedades já possuíam elevado conhecimento artístico e forte tradição cultural.
Hoje, as peças são consideradas uma das maiores descobertas da arqueologia do Oriente Médio. Elas revelam que, há cerca de 9 milênios, seres humanos já eram capazes de criar obras sofisticadas, carregadas de significado e capazes de despertar fascínio até os dias atuais.