Mulheres sofrem com alopecia e não sabem a causa real

Por que meu cabelo cai tanto e quando devo me preocupar?

A alopecia é um dos distúrbios capilares mais observados em consultórios dermatológicos e tricólogos, termo que engloba diferentes condições caracterizadas pela redução visível da quantidade de fios em áreas específicas do corpo, principalmente no couro cabeludo, podendo causar impacto importante na autoestima, no convívio social e na qualidade de vida, o que reforça a necessidade de diagnóstico precoce e acompanhamento especializado.

Nas alopecias cicatriciais, o folículo é destruído e substituído por tecido fibroso, tornando a perda irreversível na área afetada
Nas alopecias cicatriciais, o folículo é destruído e substituído por tecido fibroso, tornando a perda irreversível na área afetadaImagem gerada por inteligência artificial

O que é alopecia e como ela se manifesta

A alopecia corresponde ao enfraquecimento ou desaparecimento dos fios em determinada área, sem relação direta com a idade. Pode ser difusa, com afinamento global do cabelo, ou localizada, em placas sem fios, com pele lisa ou levemente inflamada.

Entre os exemplos mais comuns estão a alopecia androgenética, popularmente chamada de calvície comum, e a alopecia areata, associada a mecanismos autoimunes. Formas extensas, como alopecia totalis e universalis, envolvem perda completa de cabelo no couro cabeludo ou em todo o corpo.

Para compreender melhor as nuances dessa condição e a importância de um diagnóstico correto, nada melhor do que ouvir um especialista. A seguir, o @drpabloauad aprofunda a discussão sobre o tema, trazendo esclarecimentos clínicos fundamentais:

@drpabloauad

Você sabia que a alopecia areata pode ser desencadeada por diversos gatilhos? Estudos mostram que fatores como estresse emocional, infecções virais, predisposição genética, doenças autoimunes associadas e até deficiências nutricionais podem favorecer o surgimento das famosas placas arredondadas de queda de cabelo. A alopecia areata é uma condição autoimune em que o próprio sistema imunológico ataca os folículos capilares. Por isso, entender os gatilhos é fundamental para buscar diagnóstico precoce e tratamento adequado com um especialista em tricologia. Já passou por alguma fase de estresse ou mudança de rotina que coincidiu com queda de cabelo? Deixe seu comentário, quero saber sua experiência. #quedadecabelo #alopecia #cuidadoscomcabelo #creatorsearchinsights ♬ Artificial Intelligence - Melodality

Qual é o impacto psicológico da alopecia na vida do paciente

A perda de cabelo é frequentemente percebida como alteração direta da imagem corporal e da identidade, podendo desencadear baixa autoestima, vergonha, ansiedade e depressão. Muitos pacientes passam a evitar fotos, espelhos, eventos sociais e até ambientes de trabalho por medo de julgamento.

Uma abordagem completa inclui tratamento médico dos fios e cuidado com a saúde mental, com possível suporte de psicólogo, psiquiatra, grupos de apoio e terapia cognitivo-comportamental. O apoio da família e amigos, validando a experiência do paciente e respeitando escolhas estéticas, também é fundamental.

Qual é a diferença entre alopecia cicatricial e não cicatricial

Nas alopecias cicatriciais, o folículo é destruído e substituído por tecido fibroso, tornando a perda irreversível na área afetada. Doenças inflamatórias crônicas, traumas, queimaduras, infecções e procedimentos químicos agressivos estão entre as causas principais.

O diagnóstico precoce é crucial para interromper a progressão, pois as fases iniciais podem ser quase silenciosas, com discreta coceira ou ardência. Já nas alopecias não cicatriciais, como eflúvios, alopecia areata e androgenética, o folículo permanece preservado e há potencial de recuperação parcial ou quase total dos fios.

Quais são os tipos mais comuns de alopecia

Os principais tipos de queda de cabelo são classificados de acordo com a causa predominante, podendo envolver fatores hormonais, autoimunes, traumáticos, medicamentosos ou mecânicos. A observação da evolução do quadro é essencial para orientar a investigação e o tratamento adequado.

A seguir, alguns dos tipos mais citados na prática clínica, que ilustram bem a diversidade de causas e apresentações:

  • Alopecia androgenética: afinamento progressivo dos fios por ação de andrógenos em folículos geneticamente predispostos.
  • Alopecia areata: condição autoimune com áreas arredondadas sem cabelo e pele geralmente lisa.
  • Alopecia por tração: relacionada a penteados muito apertados, tranças e apliques que geram tensão contínua.
  • Alopecia medicamentosa: queda associada ao uso de fármacos como quimioterápicos e alguns imunossupressores.
  • Alopecia traumática: causada por agressões físicas ou químicas, queimaduras e procedimentos estéticos abusivos.
Nas alopecias cicatriciais, o folículo é destruído e substituído por tecido fibroso, tornando a perda irreversível na área afetada
Nas alopecias cicatriciais, o folículo é destruído e substituído por tecido fibroso, tornando a perda irreversível na área afetadaImagem gerada por inteligência artificial

Como a alopecia androgenética afeta também as mulheres

A alopecia androgenética é frequentemente associada aos homens, mas também acomete muitas mulheres, especialmente após os 40 anos, na peri e pós-menopausa. Nas mulheres, o padrão é mais difuso, com rarefação no topo da cabeça e preservação da linha frontal.

Fatores como genética, alterações hormonais, síndrome dos ovários policísticos, gestação, menopausa e uso de anticoncepcionais podem influenciar o quadro. O tratamento pode incluir minoxidil, medicamentos antiandrogênicos, suplementação específica e, em casos selecionados, procedimentos como lasers, microagulhamento e transplante capilar.

Como é feita a avaliação e quais são os novos tratamentos

A investigação da alopecia envolve exame detalhado do couro cabeludo, história clínica e, quando necessário, dermatoscopia, exames de sangue e biópsia de pele. Esses dados permitem ao dermatologista identificar causas autoimunes, hormonais, infecciosas ou carenciais, orientando um plano terapêutico individualizado.

Entre as inovações, destacam-se os inibidores de Janus quinase (JAK), como o ritlecitinibe, que modulam vias inflamatórias na alopecia areata grave. Dados do programa ALLEGRO mostram que uma proporção relevante de pacientes alcançou pontuações SALT baixas, e cerca de um terço teve crescimento completo do cabelo em pelo menos um momento, embora o tratamento não seja uma cura definitiva e exija acompanhamento rigoroso devido a possíveis efeitos adversos.