O que o seu corpo tenta te dizer quando você sente aquele choque de queda logo antes de dormir
Entenda os motivos físicos por trás da sensação de queda ao dormir e como a saúde mental influencia o seu descanso real
Muitas pessoas experimentam uma sensação súbita de queda ou um sobressalto involuntário justamente no instante em que o sono começa a chegar, gerando um desconforto que pode aumentar a ansiedade noturna. Esse fenômeno fisiológico revela detalhes importantes sobre o estado de alerta do seu sistema nervoso e como o estresse acumulado durante o dia interfere diretamente na transição para o descanso profundo e restaurador. Compreender as causas desse choque é o primeiro passo para encontrar o equilíbrio necessário e garantir uma noite de sono verdadeiramente tranquila e livre de interrupções assustadoras.

Por que sentimos a sensação de queda ao dormir?
Essa experiência ocorre quando os músculos começam a relaxar profundamente, mas o cérebro interpreta esse relaxamento como uma perda de equilíbrio real. O sistema nervoso envia um comando rápido para as extremidades do corpo, resultando no espasmo mioclônico, que funciona como um mecanismo de defesa ancestral para evitar acidentes durante o repouso.
O fenômeno acontece geralmente na fase inicial do ciclo do sono, um momento de vulnerabilidade onde a mente ainda tenta processar os estímulos recebidos. Quando o corpo está exausto, mas a mente permanece acelerada por preocupações, esse conflito de sinais gera o choque que nos desperta de forma abrupta e cria um estado de alerta imediato.
Como o estresse diário afeta o seu repouso?
O excesso de atividades e a carga emocional acumulada elevam os níveis de substâncias químicas no organismo, impedindo que o desligamento ocorra de forma natural. Quando a adrenalina continua circulando em alta concentração, o corpo encontra dificuldades extremas para atingir os níveis de relaxamento muscular exigidos pelas primeiras fases do sono de qualidade.
A manutenção de um estado de vigilância constante faz com que qualquer sinal de relaxamento seja visto como uma ameaça pelo cérebro cansado. Esse ciclo de tensão e sustos noturnos acaba prejudicando a saúde emocional, criando um ambiente de insegurança que alimenta a insônia leve e torna o ato de deitar uma fonte de preocupação constante.
O especialista explica as razões fisiológicas por trás desses sustos noturnos no canal SOS Mentoria da Saúde do YouTube, detalhando como a ansiedade e o cortisol elevado interferem diretamente na qualidade do seu descanso diário:
Quais são os principais gatilhos para esses espasmos?
Existem diversos fatores externos e internos que podem intensificar a ocorrência desses choques involuntários logo no início da noite de repouso. O consumo excessivo de cafeína, o uso prolongado de telas e a falta de uma rotina de higiene do sono são elementos que mantêm o cérebro em um estado de hiperestimulação perigoso para o corpo.
Para identificar o que está afetando a sua capacidade de relaxar e evitar que os movimentos involuntários se tornem frequentes, considere observar os seguintes pontos em sua rotina diária:
- Consumo de estimulantes como café ou energéticos no período da tarde
- Prática de exercícios físicos intensos muito próximos ao horário de deitar
- Exposição excessiva à luz azul de celulares e tablets antes de fechar os olhos
Qual é o papel do sistema nervoso nesse processo?
O sistema nervoso atua como o grande maestro de todas as funções biológicas, regulando desde a respiração até os reflexos motores mais complexos durante o dia. Quando estamos sob forte estresse, ele permanece em modo de vigilância, o que dificulta a transição suave para as fases mais profundas do desligamento mental necessário para a saúde.
A liberação contínua de adrenalina e cortisol mantém as fibras musculares prontas para a ação, gerando uma resistência involuntária ao processo de adormecimento completo e seguro. Esse desequilíbrio químico é o que provoca a reação física brusca, sinalizando que o seu organismo ainda não encontrou o estado de paz necessário para o descanso total.
Como criar um ambiente favorável ao sono profundo?
Estabelecer hábitos que sinalizem ao cérebro a chegada do momento de pausa é fundamental para reduzir a ansiedade e os movimentos involuntários do corpo. Técnicas de respiração e a diminuição das luzes da casa ajudam a reduzir a atividade cerebral, permitindo que o sistema nervoso compreenda que não há mais necessidade de vigilância.

Adotar uma sequência de passos simples pode transformar a sua experiência noturna e garantir que os episódios de choque de queda sejam minimizados de forma eficaz e duradoura:
- Praticar meditação guiada ou alongamentos leves para soltar a musculatura tensa
- Manter o quarto em uma temperatura agradável e com o mínimo de ruído possível
- Desligar aparelhos eletrônicos pelo menos trinta minutos antes de tentar dormir