O que significa perder fios após períodos de estresse intenso e como o corpo reage?
Entenda o que significa a queda de cabelo excessiva e saiba diferenciar o ciclo natural de um alerta do seu corpo
Quando o cabelo começa a cair mais que o normal, muitas pessoas passam a observar melhor o banho, o travesseiro e a escova. A queda de fios pode fazer parte do ciclo natural do organismo, mas também pode indicar que algo mudou no corpo ou nos hábitos diários, tornando importante entender o que é esperado e quando é necessário buscar ajuda profissional.

Quanta queda de cabelo é considerada normal?
O couro cabeludo humano possui, em média, entre 80 e 150 mil fios, que passam por um ciclo contínuo de crescimento, repouso e queda. Em condições normais, perde-se de 50 a 100 fios por dia, principalmente durante a lavagem e a escovação, sendo essa perda compensada por novos cabelos.
Quando a perda diária passa a ser visivelmente maior, com tufos de cabelo no ralo, na escova ou espalhados pela casa, é um sinal de alerta. A redução de volume, falhas visíveis, risca do cabelo mais larga ou afinamento dos fios indicam que a queda deixou de ser fisiológica e pode marcar o início de uma rarefação capilar.
O que significa quando o cabelo começa a cair mais que o normal?
Uma queda de cabelo acima do habitual indica que algum fator interno ou externo está interferindo no ciclo de crescimento dos fios. Muitas vezes, o corpo reage a estresse intenso, doenças recentes, alterações hormonais ou deficiências nutricionais, priorizando funções vitais em detrimento dos cabelos.
Entre as causas mais associadas à queda de cabelo excessiva, destacam-se condições que costumam ser identificadas na avaliação médica:
- Estresse físico ou emocional – mudanças bruscas, luto, rotina de trabalho intensa ou eventos traumáticos.
- Doenças e infecções – viroses, gripes fortes, Covid-19 e outros quadros que exigem recuperação do organismo.
- Alterações hormonais – pós-parto, menopausa, ovários policísticos, problemas de tireoide.
- Deficiências nutricionais – falta de ferro, zinco, vitaminas do complexo B, vitamina D e proteínas.
- Medicamentos – alguns antidepressivos, remédios para pressão, anticoagulantes e outros tratamentos.
- Predisposição genética – queda progressiva ligada à calvície masculina ou feminina, lenta e contínua.
Quando a queda de cabelo é motivo de preocupação?
Uma queda que se intensifica em poucas semanas pode estar ligada ao eflúvio telógeno, quadro em que muitos fios entram ao mesmo tempo na fase de queda. Isso é comum após cirurgias, infecções, dietas muito restritivas ou episódios de estresse intenso, e costuma surgir meses depois do evento desencadeante.
Deve-se buscar avaliação com dermatologista quando a queda intensa persiste por mais de três meses, há falhas bem delimitadas, coceira forte, dor ou descamação no couro cabeludo. Queda associada a perda de peso sem explicação, cansaço extremo ou outros sintomas gerais também exige investigação clínica mais ampla.

Como lidar com a queda de cabelo e prevenir a rarefação?
Observar o volume de fios na escova, no ralo do banho e nas roupas por alguns dias seguidos ajuda a perceber se a queda está realmente acima do esperado. Fotografar o couro cabeludo em intervalos regulares facilita a identificação de rarefação em regiões específicas, como topo da cabeça ou entradas, permitindo buscar ajuda mais cedo.
Além da avaliação médica, algumas medidas gerais auxiliam no cuidado com os fios durante fases de queda e na prevenção de agravamentos:
- Manter alimentação equilibrada, rica em proteínas, frutas, legumes e fontes de ferro e zinco.
- Evitar dietas muito restritivas ou perda de peso rápida e sem acompanhamento.
- Reduzir o uso excessivo de chapinha, secador em alta temperatura e processos químicos frequentes.
- Preferir penteados soltos, sem tração exagerada na raiz, e lavar o couro cabeludo com regularidade adequada ao tipo de pele.