Por que a cancro aparece em árvores frutíferas e quais são as opções de tratamento?
Aquela gosma brilhante no tronco não surge por acaso. O problema pode comprometer a saúde das árvores frutíferas rapidamente.
Quando aparece aquele resina em árvores frutíferas a gosminha grudenta e brilhante no tronco ou nos galhos muita gente acha que é só “coisa da árvore” e deixa pra lá, mas esse detalhe é um alerta de que a planta está sob estresse, machucada ou doente, e entender o que está acontecendo é fundamental para manter tanto o pomar de quintal quanto o pomar profissional produtivos.

O que é resina em árvores frutíferas e por que a árvore produz essa goma?
A resina em árvores frutíferas é uma secreção grossa, pegajosa e translúcida, às vezes amarelada ou amarronzada, que endurece ao entrar em contato com o ar. É água misturada com substâncias açucaradas que escapam de dentro da planta quando há alguma lesão na casca ou na madeira. Em muitas regiões, essa mesma formação é chamada de “goma”, “gomose” ou “seiva gomosa”.
Essa gomose funciona como um mecanismo de defesa, um “curativo natural” que isola a área machucada, reduz a perda de seiva e cria barreira contra fungos e bactérias. Ao mesmo tempo, o surgimento da resina mostra que a agressão já ocorreu, por isso não basta arrancar a goma: é preciso descobrir o que está fragilizando a árvore.
Quais são as principais causas da resina em árvores frutíferas?
Uma das causas mais comuns da gomose em frutíferas é o estresse por temperatura, com dias quentes e noites frias que fazem a casca dilatar e contrair rápido, criando rachaduras. Essas fendas favorecem a entrada de fungos e bactérias, e a árvore reage soltando resina ao redor das lesões para tentar se proteger.
Doenças de tronco e ramos, como cancros e moniliose, manejo de poda inadequado, solo encharcado, excesso de nitrogênio e danos por insetos ou roedores também enfraquecem a planta. Árvore debilitada reage mais facilmente com goma, especialmente em espécies de caroço, como pessegueiro, ameixeira, cerejeira e damasqueiro.

Como tratar a resina em árvores frutíferas de forma segura e prática?
Para tratar a resina em árvores frutíferas, o primeiro passo é inspecionar bem a planta em busca de rachaduras, áreas escurecidas, casca se soltando e focos de goma. Só limpar a superfície não resolve se a causa principal doença, umidade excessiva ou poda errada continuar atacando o tronco e os ramos.
Depois de identificar os pontos críticos, é possível seguir uma ordem simples de cuidados, muito usada em pomares profissionais e também adaptável a pequenos quintais:
- Limpeza cuidadosa da área com resina, retirando apenas tecido morto;
- Desinfecção da região com produtos apropriados, geralmente à base de cobre;
- Proteção da ferida com mastic cicatrizante ou pasta selante específica;
- Ajuste da irrigação e drenagem para evitar solo encharcado;
- Poda correta e remoção de ramos muito comprometidos, usando ferramentas limpas.
Como prevenir a resina em árvores frutíferas ao longo do ano?
Para evitar a resina em árvores frutíferas, o cuidado começa na rotina do pomar: podas na época certa, em dias secos, com ferramentas desinfetadas e cortes bem feitos, preferencialmente selados logo após o corte. Em regiões frias, pintar o tronco com cal no final do outono ajuda a reduzir rachaduras causadas por geadas e sol forte.
Também é útil melhorar a drenagem do solo, ajustar a irrigação e fazer adubação equilibrada, com atenção a potássio e cálcio, que fortalecem os tecidos lenhosos. Pulverizações cúpricas no fim do inverno, somadas à observação frequente de pequenas fissuras e pontos de goma, permitem agir cedo e manter as árvores mais vigorosas e produtivas por muitos anos.