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Ar-condicionado de argila funciona sem energia e resfria 8 graus

Por: Redação |

Trabalhar em uma área onde a temperatura pode chegar a 50oC não é das atividades mais agradáveis. Mas a área externa da empresa de equipamento eletrônico Deki, na Índia, é assim: o gerador de energia instalado na entrada cria uma camada de ar muito quente em volta do prédio, afetando a produtividade. A solução para isso foi instalar um ar-condicionado de argila, de baixo custo, que não usa energia, mas que consegue deixar o ambiente até 8 graus mais frio.

Estrutura do ar-condicionado de argila lembra uma colmeia
Estrutura do ar-condicionado de argila lembra uma colmeia

A estrutura, de design inspirado em uma colmeia de abelhas, é feita de tubos ou cilindros de argila, por onde passa água. Parte dela escorre pelos tubos e cai dentro de uma bacia, formando um pequeno efeito de cascata. Outra parte é absorvida pela argila e evapora lentamente. Isso faz com que o ar quente que passa pelos tubos seja resfriado naturalmente, e o efeito é sentido em todo o entorno.

Com essa estrutura, temperaturas de 42oC podem baixar para cerca de 35oC. Ainda não é uma temperatura confortável, mas a diferença foi considerada significativa.

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Estrutura foi montada perto de gerador, que deixava o ar quente

A técnica, de resfriamento passivo usando água, já era usados pelos antigos egípcios, afirma o Ant Studio, que criou o projeto. Mas a dimensão da estrutura e dos cilindros foram calculados com o uso de programas de computador e técnicas modernas de calibragem.

Embora o sistema em si não requeira energia, a água usada é reciclada e vem da fábrica, de onde é trazida usando-se um motor.

Crédito: ANIRUDH KUMAR SA água cria um efeito de cascata, como numa fonte

De qualquer maneira, para o estúdio, esse ar-condicionado de argila muda o modo como se trabalha com sistemas de resfriamento. Além disso, o som da água caindo pode ser relaxante, e cada estrutura pode ser construída como se fosse uma obra de arte.

Segundo o Ant Studio, esse tipo de tecnologia é bom para áreas externas, em lugares quentes e secos. A empresa estuda agora como usá-lo em ambientes internos.

Curadoria: engenheiro Bernardo Gradin, especialista em soluções sustentáveis.