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Celulares velhos protegem florestas do desmatamento ilegal

Por: Redação

A Rainforest Connection encontrou um novo uso para celulares velhos: escondidos no meio da mata, esses aparelhos enviam alertas a autoridades e organizações no momento em que detectam o barulho de árvores sendo cortadas. É um sistema de monitoramento pelo som, que ajuda a combater o desmatamento ilegal e a proteger as florestas.

A ideia é bem simples, segundo Topher White, que criou a Rainforest Connection em 2013. O celular é instalado, junto com um microfone extra e painéis solares que carregam a bateria, no alto de uma árvore.

O aparelho passa a “escutar” o som das redondezas, em um raio de até 1 quilômetro, o que dá cerca de 3,14 km2 de área coberta. Ele capta sons como o canto dos pássaros, o barulho de insetos, o ruído e rugido de animais.

E quando percebe o som específico de uma motosserra em funcionamento, o celular envia o alerta em poucos minutos – praticamente em tempo real, o que ajuda a encontrar os infratores mais rapidamente.

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O equipamento feitos com celulares velhos capta os sons da natureza e o de motosserras
O equipamento feitos com celulares velhos capta os sons da natureza e o de motosserras

O fundador, Topher White, criou a Rainforest Connection em 2013, após uma viagem à Indonésia, onde conheceu uma reserva que protege o macaco gibão. O primeiro teste do equipamento ocorreu no Kalawet Gibbon Sacntuary, em Bornéu, e logo no dia seguinte à instalação do aparelho, o grupo recebeu o alerta e encontrou os cortadores.

O aparelho passa a “escutar” o som das redondezas, em um raio de até 1 quilômetro
O aparelho passa a “escutar” o som das redondezas, em um raio de até 1 quilômetro

Em 2017, o equipamento estava sendo usado também em Camarões, Equador, Peru e no Brasil. Segundo White, existem muitas organizações que buscam proteger as florestas, e seu sistema é uma forma de ajudá-los nessa missão.

Além disso, como o equipamento capta diversos sons, ele pode ser usado para estudar a própria floresta, como as espécies de aves que vivem ali. Portanto, o celular velho também pode ser uma ferramenta potencial para estudos científicos.

Curadoria: engenheiro Bernardo Gradin, especialista em soluções sustentáveis.