5 ramos em alta para abrir um negócio com baixo investimento

Entre os setores de destaque, estão os de desenvolvimento de aplicativos, serviços voltados para necessidades básicas ou empresas e os ligados a bem-estar

Por: Edson Valente |

Abrir o próprio negócio nem sempre requer muita grana para o investimento inicial. Lembra daquela máxima do Cinema Novo, movimento dos anos 1950 e 1960, que dizia “Uma ideia na cabeça e uma câmera na mão”? Pois, no empreendedorismo, muitas vezes a ideia é mesmo o que conta, e a “câmera” pode ser uma salinha e um computador.

Então, para quem quer se arriscar a fazer um novo filme da vida profissional, resolvemos elencar 5 sugestões de negócio que pedem baixo capital inicial. Com R$ 10 mil, já dá para pensar em concorrer a algum futuro Oscar do mundo empresarial.

Crédito: DMEPhotography/iStockTornar-se um empreendedor nem sempre exige grandes investimentos

1) Desenvolvedores de softwares e aplicativos

Soluções para mobilidade urbana. Plataformas que conectam quem busca por um determinado produto ou serviço e quem o oferece. “Fintechs” – startups que otimizam serviços financeiros. Sistemas de entrega de comida pela internet. Automatização de tarefas. O campo de atuação que envolve a criação de programas e apps é vasto, segundo João Gabriel Hargreaves, diretor do Instituto Gênesis da PUC-Rio. Mas, para entrar no setor, é necessário ter conhecimentos de programação – e ao menos um computador, claro. Mas atenção: é preciso também estudar e conhecer bem o nicho em que se vai empreender, dica que vale, na verdade, para qualquer negócio.

2) Serviços pessoais

Sobretudo nos grandes centros, as pessoas têm buscado comodidade. Assim, ganham espaço os serviços prestados em domicílio, sobretudo os ligados à área da saúde. Cuidadores de idosos e fisioterapeutas, por exemplo, devem ter boas oportunidades. Quem aponta essa tendência de alta para os serviços pessoais é o Sebrae-SP, que também destaca como promissores para este ano os trabalhos de cabeleireiro, manicure e pedicure, instalação e manutenção elétrica, fotografia e lavagem e polimento de veículos.

3) Bens e serviços que atendem a necessidades básicas

Segundo o Sebrae-SP, um respiro na crise favorece o ressurgimento de produtos e serviços voltados para necessidades básicas das pessoas. Assim, padarias, confeitarias, hortifrutis, comércio de alimentos e bebidas em geral, lojas de roupa e calçados são alternativas em alta para abrir o próprio negócio. Uma boa pedida é o fornecimento de marmitas, opção mais em conta para quem precisa comer fora de casa. São também bem-vistos negócios ligados a moradia: venda de materiais de construção, obras de alvenaria, instalação e manutenção elétrica.

4) Serviços para empresas

As companhias querem focar o máximo de sua atenção no produto ou serviço que constitui sua razão de ser. Assim, todas as atividades que não são diretamente relacionadas à especialidade da empresa tendem a ser terceirizadas. É aqui que o pequeno empreendedor pode encontrar brechas para atuar. Caso dos serviços de escritório e de apoio administrativo, como protocolar e redigir documentos, organizar arquivos, atender ligações.

5) Serviços e produtos ligados a beleza e bem-estar

É um segmento que sempre ganha novo fôlego no Brasil, segundo Enio Pinto, gerente nacional de relacionamento com o cliente do Sebrae-SP. Aqui, o que manda muito é o conhecimento e a habilidade do empreendedor à frente de atividades como aulas de ioga ou meditação e sessões de massoterapia. Em relação ao comércio, destaque para o mercado vegano, que já vai muito além dos itens de alimentação e chega aos de vestuário e higiene pessoal, por exemplo.

Acompanhe nossa série especial sobre o #EmpreendedorismoReal. Nela, você encontra dicas de especialistas para abrir seu negócio e histórias de quem já se tornou um empreendedor.

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