CEO do escotismo vai de cientista de foguetes a heroína feminista

Por: Redação Comunicar erro

Há momentos que Sylvia Acevedo, CEO de escotismo nos Estados Unidos, não esquece. Um deles foi quando o conselheiro de sua escola em Las Cruces, no Novo México, zombou de seu desejo de estudar engenharia. “Meninas como você não vão à faculdade”, disse, referindo-se à sua etnia mexicana.

Sylvia Acevedo (dir.), CEO de escotismo, ajuda uma bandeirante a construir um braço robótico

Acevedo ganhou uma concorrida bolsa de estudos de quatro anos para estudar engenharia, mas os juízes homens estavam tão incrédulos de suas habilidades que insistiram em entrevistá-la pessoalmente. Um deles afirmou que ela representava a mudança, e “mudar por causa da mudança não é progresso”.

Essas experiências poderiam ter impedido Acevedo de se tornar uma das primeiras cientistas de foguete mulheres e hispânicas no país. No entanto, anos antes, ela já havia descoberto sua aptidão para a ciência –e sua confiança– graças ao escotismo.

Agora, ela é uma das figuras públicas mais influentes a estimular meninas a seguir carreiras em ciência, tecnologia, engenharia e matemática, profissões conhecidas em inglês como Stem. Acevedo integra o conselho das bandeirantes há anos e tornou-se oficialmente a presidente da organização no início deste ano, após ocupar o cargo de forma provisória.

Neste mês, ela tomou o centro do palco da conferência anual de software Dreamforce e fez uma incrível conquista: ajudou as bandeirantes a receber mais de R$ 228,3 milhões para beneficiar mais de 2,5 milhões de meninas até 2025.

Nos Estados Unidos, as bandeirantes são muito identificadas com a venda de cookies, mas a recente marca de Acevedo pode mudar essa visão. Quando ela imagina o futuro, vê milhões de meninas e mulheres com habilidades tecnológicas trabalhando para tornar o mundo um lugar melhor e aperfeiçoando, por exemplo, a segurança cibernética.

“Não há um modelo melhor para inspirar e proporcionar esperança para meninas em todo o país do que Sylvia”, diz Rob Acker, CEO da entidade Salesforce.org, pertencente à empresa de software homônima. “Por causa de seus antecedentes e pontos de vista únicos, ela reconhece os empregos do futuro e a necessidade de proporcionar às meninas as habilidades necessárias para ter sucesso neste novo mundo.”

Leia a reportagem completa no Mashable

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