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Alunos do CE transformam capacete em sensor de movimento para cegos

Invenção gera vibrações no braço quando surgem obstáculos a dois metros de distância, ajudando a pessoa a desviar

Por: Redação
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Um grupo de alunos do Ceará transformou um capacete de construção civil em sensor de movimentos para auxiliar a locomoção de pessoas com deficiência visual.

O protótipo foi feito por alunos da Escola Júlia Alenquer Fontenele, de Pindoretama, cidade com cerca de 20 mil habitantes no interior cearense.

A peça de EPI (Equipamento de Proteção Individual) foi a base do protótipo, que está em ajustes e utilizará materiais simples em sua composição, como Papel Paraná (com espessura inferior a 2 milímetros), placas de E.V.A (espuma vinílica acetinada), sensor de infravermelho, bateria de 9 volts e cabo de alimentação.

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Crédito: DivulgaçãoCapacete gera vibrações no braço quando surgem obstáculos a dois metros de distância, ajudando a pessoa a desviar

O sensor acoplado ao capacete é capaz de detectar movimentos a dois metros de distância, com uma lógica similar à de sistemas de carros, mas, em vez de apito, um motor de corrente contínua faz com que o portador de deficiência visual seja avisado por uma vibração sentida em seu braço.

“O capacete não terá só sensores na parte frontal, mas nas laterais, podendo detectar a presença de qualquer pessoa, animal ou objeto com tempo suficiente para que a pessoa possa ter uma reação rápida e conseguir parar”, explica Igor Costa Cajaty, professor de química do ensino médio da escola e responsável pelo projeto, que leva o nome de TAAPDV (Tecnologia Assistiva Acessível para Pessoas com Deficiência Visual).

O professor conta que a ideia do projeto foi inspirada num familiar de um dos alunos que enxerga parcialmente. “Nossa proposta é fazer a pessoa com deficiência visual se locomover com mais facilidade utilizando um material de baixo custo”.

O projeto é um dos finalistas do Prêmio Respostas para o Amanhã, iniciativa global da Samsung que desafia alunos e professores da rede pública a desenvolverem soluções para problemas locais com experimentação científica e/ou tecnológica por meio da abordagem STEM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática),

O Ceará chama atenção nas semifinais desta sétima edição do Prêmio Respostas para o Amanhã. É o estado com mais representantes entre os 20 que avançaram de fase no programa: seis (30% dos escolhidos).

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