Estudante de Camarões recicla garrafas PET e faz embarcações
A humanidade é viciada em garrafas PET. Pessoas ao redor do mundo compram um milhão por minuto e muitos desses objetos se acumulam no oceano. A ONG Madiba & Nature, de Camarões, porém, tem um uso criativo para as garrafas poluidoras: transforma em barcos.
A organização fabrica os itens flutuantes em um esforço de levar as pessoas a pensar de forma diferente sobre como consomem e descartam garrafas plásticas.
Outro objetivo é promover uma economia circular na África, de acordo com seu site: “Queremos ajudar a mudar as atitudes das pessoas e os maus hábitos no gerenciamento de resíduos plásticos que degradam ecossistemas sensíveis”. O estudante camaronês Essome Ismael é o responsável pelo projeto.
- Estudo de 80 anos de Harvard descobre a chave para a felicidade
- Santo André promove Encontro de Carros Antigos no Paço neste domingo
- Atenção aos riscos do lorazepam, medicamento mencionado na série ‘The White Lotus’
- Governo do Estado de São Paulo abre inscrições para cursos profissionalizantes gratuitos
Os voluntários de Madiba & Nature juntaram milhares de garrafas perto da maior cidade de Camarões, Duala, e as usaram para fazer o que eles chamam de canoas ecológicas. Os barcos não apenas ajudam o meio ambiente, mas a comunidade local também. Ismael diz que há uma grande necessidade de embarcações de pesca em sua área, e isso pode atender essa necessidade. Afirma também que o plástico descartado de forma incorreta já causou inundações locais.
O pescador local Emmanuel Japa contou que, no início, achava que os barcos de garrafas PET eram uma piada, mas que hoje acredita que são fortes e navegáveis.
Os barcos são apenas o começo. Em cerca de um ano de trabalho, a ONG começou um programa para estudantes e engenheiros aprenderem mais sobre meio ambiente. Eles também ajudaram a desenvolver um sistema local de gerenciamento de resíduos e apoiaram outros grupos que trabalham para proteger a natureza. Pretendem, agora, usar o plástico reciclado em sistemas de construção e pavimentação.
A organização tem, até mesmo, uma página na plataforma brasileira Catarse, a fim de garantir fundos para sua manutenção.
Com informações de Inhabitat e One Green Planet