Galeria Emma Thomas expõe mostras individuais

Localizada na Rua Augusta, a Galeria Emma Thomas inaugura neste sábado, dia 4 de abril, às 18 horas as mostras individuais dos artistas Alexandra Ward, Nicolas Gondim e  Rodrigo Borges, inaugurando o projeto IndividuALL, que ocupa as duas salas da galeria, além do pátio da vila onde fica, exibindo obras em tecidos, instalações realizadas em papelão, fita adesiva e fotografias.

Rodrigo Borges

Valendo-se de um repertório de materiais simples como tinta, grafite, papel e fita crepe, Borges elabora instalações que trazem um dado visual ao espaço expositivo, gerando uma experiência de envolvimento com o espectador, nas palavras do crítico Guy Amado.

Na mostra ‘A Estratégia da Aranha’, Rodrigo Borges apresenta suas ‘aranhas’ diretamente aplicadas no espaço expositivo situando-se no limiar entre uma instalação e um site specific, já que são concebidas especialmente para a sala de exibição.

Arquiteto de formação, Borges também é graduado e Mestre em Artes Visuais pela UFMG. Participou de mostras coletivas em espaços como o Palácio das Artes, em Belo Horizonte, MAM da Bahia, CCSP e Itaú Cultural, em São Paulo.

Alexandra Ward

Designer têxtil brasileira com formação e mestrado na University of Central England Birmingham, Alexandra Ward investiga as possibilidades expressivas de diversos tecidos através da composição de painéis onde costura e borda, justapondo suas pesquisas de materiais têxteis de diferentes texturas e estampas por sobre vilene. Sua investigação sobre processos químicos de tingimento ganha corpo na ampla gama de cores dos fragmentos que apresenta nas obras.

Além da série de painéis, a artista exibe também um conjunto de trouxas criadas com sua rara coleção de amostras de tecidos, látex e rendas de tear que são delicadamente amarrados com palha vegetal e de aço. “Nessa série procurei reunir minhas pesquisas de trabalhos já realizados. É uma espécie de memória afetiva onde encerro alguns dos meus segredos”, revela.

Como é muito comum em obras de arte que se utilizam de suportes têxteis, em alguns dos trabalhos de Ward não há apenas um lado a ser visto. Eles são bifrontais, ou seja, o verso e a frente são obras distintas, onde se pode entrever o cuidado da artista em finalizar seus bordados a mão e também à máquina. Não obstante, a artista também pinta cada um dos lados da tela, criando uma obra que na verdade são duas.

Seu processo construtivo parte do deslocamento de materiais como amostras e fragmentos de tecidos que são reelaborados pictoricamente, compondo painéis em que fica registrada sua história e suas diferentes vertentes poéticas.

Nicolas Gondim

Na individual “Papangus”, o artista cearense apresenta seis fotografias sobre lona, medindo 150 x 100 cm, que são exibidas no pátio da galeria.

Egresso da fotografia de moda, o artista dispensa uma leitura particular sobre a indumentária dos papangus, os convivas de festas folclóricas realizadas na época do carnaval e também durante a Semana Santa em diversas localidades do sertão nordestino. A brincadeira do papangu consiste na ida dos mascarados à casa de amigos e parentes dos brincantes para zombar os donos da casa e receber comida, moedas, bebidas alcoólicas, água ou qualquer coisa que podem ganhar.

“Jamais pensei em ver aqueles seres numa estrada erma do interior do Ceará, aquelas roupas ao meio-dia. Quase não acreditei no que vi e por isso fiz a sessão imediatamente”, revela Gondim.

Incorporada ao calendário turístico oficial de algumas localidades, a brincadeira foi aos poucos perdendo o seu caráter transgressor. Com a série “Papangus”, Gondim remete o espectador ao caráter transgressivo e ameaçador dessas personagens do folclore brasileiro.

Para saber mais

Conheça a versão online da nova revista Gudi, de moda, arte e comportamento, que na primeira edição traz as fotos de Gondim.

Confira algumas imagens feitas por Nicolas Gondim

Redação

Por Redação

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