Últimas notícias:

Loading...

8 capitais suspendem aplicação da 2ª dose da vacina; veja quais

Atual ministro da saúde culpa seu antecessor por falta da segunda dose no país

Por: Redação
Ouça este conteúdo

Por falta de vacina contra a covid-19, pelo menos 8 capitais do país estão com a aplicação da segunda dose suspensa. Outra centenas de cidades enfrentam o mesmo problema, o que deixa muita gente apreensiva sem saber quando estarão com o calendário vacinal completo.

De acordo com um levantamento feito pelo portal G1, falta estoque da CoronaVac para aplicação da segunda dose em Aracaju (SE), Belo Horizonte (MG) , Campina Grande (PB) , Fortaleza (CE), Porto Alegre (RS), Porto Velho (RO), Recife (PE) e Rio (RJ).

vacina contra covid-19
Crédito: Tânia Rêgo/Agência Brasil Falta estoque para aplicação da segunda dose em 8 capitais

O atual ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, justificou que o atraso é resultado de uma orientação errada passada pelo seu antecessor, o ex-ministro Eduardo Pazuello, aos estados.

Segundo Queiroga, o problema foi o governo ter liberado, em março, estados e municípios de reservar vacinas que seriam inicialmente destinados a segunda dose e orientasse que fossem aplicadas imediatamente . “[O atraso] decorre da aplicação da segunda dose como primeira dose”, afirmou.

Em abril, essa orientação mudou a pedido do atual ministro, que foi ao Senado para dizer que  estados devem armazenar metade do estoque para garantir que o esquema vacinal de duas doses seja cumprido no intervalo correto (28 dias para a CoronaVac e 3 meses para a de Oxford/Fiocruz).

E o que fazer se não tiver segunda dose na minha vez?

A orientação do Ministério da Saúde para aqueles que não puderem receber a segunda dose no prazo correto, é tomá-la assim que possível, mesmo fora do intervalo recomendado pelos laboratórios.

A nota técnica divulgada pela diz que é “improvável que intervalos aumentados entre as doses das vacinas ocasionem a redução na eficácia”.

No entanto, o documento ressalta que os atrasos devem ser evitados “uma vez que não se pode assegurar a devida proteção do indivíduo até a administração da segunda dose”.

Compartilhe: