Apresentadora documenta tratamento contra câncer de mama

Câncer de mama triplo negativo: entenda o que é a doença enfrentada por apresentadora chilena

Diagnosticada com a doença em 17 de junho de 2022, Claudia já enfrentou uma série de sessões de quimioterapia desde então.
Diagnosticada com a doença em 17 de junho de 2022, Claudia já enfrentou uma série de sessões de quimioterapia desde então.

Claudia Conserva, uma famosa apresentadora de TV chilena, enfrenta um câncer de mama triplo negativo, considerado uma das formas mais agressivas da doença. Sua jornada está registrada no documentário Brava, onde a apresentadora compartilha a rotina do tratamento realizado há pouco mais de um ano.

Diagnosticada com a doença em 17 de junho de 2022, Claudia já enfrentou uma série de sessões de quimioterapia desde então.

“Morri em vida”

Em uma das cenas do documentário, a apresentadora define a luta contra o câncer. “Mesmo sabendo que não havia metástase, sabia que era um câncer agressivo e enlouqueci. Desapareci. Morri em vida.”

Ela explica que, após o choque causado pela notícia da doença, resolveu reunir forças para registrara todas as etapas do tratamento e criar o documentário. O registro, segundo Claudia, tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a doença e a importância do diagnóstico precoce.

O que é o câncer de mama triplo negativo

Apesar de ser o tipo mais agressivo entre os cânceres de mama, o triplo negativo quando detectado precocemente apresenta perspectivas consideráveis de cura.

Segundo o A.C Camargo Cancer Center, o que dificulta o tratamento desse tipo de câncer de mama é seu caráter negativo para os três biomarcadores mais importantes na classificação: receptor de estrógeno, receptor de progesterona e HER2.

Por conta dessa caraterística, a hormonioterapia e terapia anti-HER2 não podem ser adotadas para o tratamento da doença. Neste caso, as estratégias disponíveis para o tratamento são quimioterapia, cirurgia e radioterapia.

Ainda de acordo com os especialistas, esse tipo de câncer apresenta maiores taxas de recidiva nos primeiros três anos após o diagnóstico e também de metástases à distância.