Estudo investiga recorrência de autismo entre irmãos e seu gênero
Casais que têm um filho ou filha com o Transtorno do Espectro Autista (TEA) muitas vezes se perguntam qual é a chance de terem outra criança autista. Hoje, sabe-se que o transtorno é resultado de fatores genéticos e alguns gatilhos não compreendidos, mas um estudo encontrou padrões de gênero na recorrência do autismo em famílias.
De acordo com informações do jornal O Globo, uma pesquisa realizada pela Escola de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, constatou que, quando a filha mais velha é autista, a chance de o filho caçula, se for menino, ser é de 16,7%. Já se ambos forem meninos, a porcentagem é de 12,9%, enquanto se ambas forem meninas é de 7,6%. Caso o mais velho seja um menino autista, a chance de a menina caçula ser autista é de 4,2%.
Para realizar o estudo, os cientistas utilizaram dados de oito anos de pedidos de reembolso de uma grande empresa de seguro saúde. A partir de 3,2 milhões de crianças irmãs, 39,5 mil eram autistas para 37,5 mil famílias. Com relação ao gênero, a quantidade de meninos autistas era de 4,10 para cada menina.
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Diante desses resultados, o neuropediatra do Instituto Neurosaber Clay Brites disse ao jornal que esses dados reforçam a necessidade de psiquiatras, psicólogos, professores e outros profissionais “investigarem ativamente” irmãos de crianças diagnosticadas como autistas, especialmente para que uma criança com o transtorno possa ser acompanhada desde pequena.
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