Botox ou Ácido Hialurônico? Entenda de uma vez a diferença para não gastar dinheiro no lugar errado
5 situações em que botox ou ácido hialurônico são mais indicados
Entre as opções estéticas mais procuradas em 2025, o botox e o ácido hialurônico continuam no topo da lista. Apesar de aparecerem juntos em propagandas e redes sociais, tratam problemas diferentes na pele, o que torna essencial entender suas indicações para evitar escolhas inadequadas, desperdício de dinheiro e frustração com o espelho.

Botox ou ácido hialurônico: qual escolher para a sua necessidade?
A disputa entre “botox ou ácido hialurônico” virou um dilema moderno, pois cada um atua de forma distinta. A toxina botulínica, conhecida como botox, age bloqueando a contração de músculos responsáveis por rugas de expressão, como as que surgem ao franzir a testa ou apertar os olhos. Seus efeitos duram em média de três a seis meses, variando conforme o organismo e a área tratada.
Já o preenchimento com ácido hialurônico é injetado na pele ou em camadas mais profundas para preencher sulcos, recuperar volume e melhorar o contorno facial. É muito indicado para olheiras profundas, sulco nasolabial, lábios e maçãs do rosto, com resultados que podem durar de nove meses a dois anos. Em muitos casos, a combinação das duas técnicas gera um efeito mais equilibrado e natural.
Confira abaixo um vídeo no canal do Youtube Dra Caroline Hespanhol – Dermatologia & Saúde que explica qual a melhor opção para cada situação:
Quando o botox é a melhor opção para tratar rugas?
O botox é mais indicado para rugas dinâmicas, isto é, aquelas que aparecem com o movimento facial e que, com o tempo, podem ficar marcadas mesmo em repouso. No contexto estético, o objetivo é suavizar a contração muscular exagerada, preservando a expressão quando a técnica é aplicada de forma moderada e planejada.
Entre as áreas faciais mais tratadas com toxina botulínica, destacam-se aplicações que visam suavizar linhas e ajustar discretamente a expressão, como:
- Testa, para suavizar linhas horizontais;
- Região entre as sobrancelhas (glabela), para amenizar o “vinco de bravo”;
- Laterais dos olhos, reduzindo os “pés de galinha”;
- Elevação discreta da sobrancelha, abrindo o olhar;
- Controle de sorriso gengival, em casos selecionados.
Para que serve o ácido hialurônico nos preenchimentos faciais?
O ácido hialurônico é uma substância naturalmente presente no organismo, responsável por reter água e contribuir para hidratação e sustentação da pele. Em estética, é utilizado em forma de gel, com diferentes densidades: versões mais firmes dão estrutura a queixo, mandíbula e região malar, enquanto géis mais suaves são indicados para linhas finas próximas à superfície.
Além de melhorar contornos e restaurar volumes, o preenchimento com ácido hialurônico também pode suavizar rugas estáticas e olheiras profundas em casos selecionados. Uma vantagem importante é a possibilidade de reversão, em muitos cenários, com a enzima hialuronidase, o que permite ajustes quando o resultado não fica proporcional ou surgem irregularidades.

Como evitar gastar dinheiro em procedimentos estéticos inadequados?
Para não investir em procedimentos que não correspondem às expectativas, é essencial entender se a queixa principal é movimento excessivo (rugas dinâmicas) ou perda de volume e sulcos profundos. Linhas que aparecem ao sorrir ou franzir a testa costumam responder melhor ao botox, enquanto lábios finos, contorno pouco marcado e depressões faciais tendem a se beneficiar mais do preenchimento com ácido hialurônico.
Alguns cuidados ajudam a direcionar melhor o orçamento e aumentam a segurança dos tratamentos faciais, tornando o plano mais realista e alinhado à anatomia de cada pessoa:
- Avaliação individualizada, considerando força muscular, flacidez e perda de volume;
- Análise do histórico de procedimentos, para evitar excessos e sobreposições;
- Planejamento em etapas, permitindo ajustes graduais e resultados mais naturais;
- Informação clara sobre duração, reduzindo expectativas irreais sobre o tempo de efeito;
- Escolha de profissional habilitado, com treinamento específico em anatomia e técnicas injetáveis.