Estalar o corpo faz mal? Entenda quando o hábito merece atenção
Estalar os dedos, o pescoço ou as costas é um hábito comum para muitas pessoas, seja por costume, sensação de alívio ou até ansiedade. Segundo Rimon Tannous, coordenador do curso de Fisioterapia da Anhanguera Ribeirão Preto, na maioria dos casos, o estalo em si não causa danos à saúde.
“O som ocorre, geralmente, por uma mudança de pressão dentro da articulação, com liberação de gases presentes no líquido sinovial. Isso é comum e, isoladamente, não representa risco”, explica.
Em algumas situações, o estalo pode vir acompanhado de uma sensação momentânea de relaxamento. “Quando existe rigidez muscular ou articular, o movimento pode gerar uma percepção de alívio. No entanto, isso não significa que o problema foi tratado”, alerta o fisioterapeuta.
Quando o estalo se torna sinal de alerta
O cuidado começa quando o estalo passa a ser frequente, forçado ou acompanhado de dor. Nesses casos, pode indicar desequilíbrios musculares, sobrecarga articular, inflamações ou até desgaste das articulações. “Forçar o estalo, principalmente no pescoço e na coluna, pode aumentar a instabilidade articular ao longo do tempo e favorecer lesões”, afirma Rimon Tannous.
Entre os principais sinais de alerta, estão:
- Estalos acompanhados de dor ou desconforto;
- Sensação de inchaço ou rigidez na articulação;
- Limitação de movimento;
- Necessidade constante de estalar a mesma região.
Ao notar esses sinais, a orientação é procurar um profissional de saúde. “O corpo dá sinais. Ignorá-los ou tentar resolver sozinho pode agravar o quadro”, ressalta.
Atenção ao hábito repetitivo
Outro ponto de atenção é o hábito repetitivo. “Estalar constantemente pode estar relacionado à ansiedade, à postura inadequada ou ao sedentarismo. O corpo acaba pedindo movimento, mas da forma errada”, explica o fisioterapeuta.
Para quem sente necessidade frequente de estalar o corpo, a recomendação é investir em alongamentos, fortalecimento muscular e atividade física regular. “A fisioterapia atua justamente na causa do desconforto, melhorando mobilidade, postura e equilíbrio muscular, sem sobrecarregar as articulações”, destaca o coordenador.
Por Priscila Dezidério
