Este alimento aumenta o risco de ataque cardíaco em 50%

Alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar e gordura, podem comprometer a saúde mental e aumentar o risco de morte precoce

Por Wallace Leray em parceria com João Gabriel Braga (Médico - CRMGO 28223)
17/02/2025 20:05 / Atualizado em 20/02/2025 22:47

Estudos recentes associam o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados a diversos problemas de saúde, incluindo um aumento no risco de doenças cardíacas, diabetes tipo 2, obesidade e distúrbios mentais como ansiedade e depressão. Esses alimentos, como cereais açucarados e refrigerantes, são caracterizados por sua alta quantidade de açúcares, gorduras e aditivos químicos, e têm um valor nutricional deficiente, com baixo teor de vitaminas e fibras.

Este alimento aumenta o risco de ataque cardíaco em 50%
Este alimento aumenta o risco de ataque cardíaco em 50% - iStock/stevanovicigor

O que são alimentos ultraprocessados?

Os alimentos ultraprocessados passam por um processo industrial intensivo e contêm substâncias artificiais como corantes, emulsificantes e sabores. Eles são projetados para durar mais tempo nas prateleiras, mas seu consumo frequente tem sido associado a diversos problemas de saúde. Embora convenientes, esses alimentos são desprovidos de nutrientes essenciais e ricos em ingredientes prejudiciais ao organismo, como açúcar e gordura saturada.

Estudo australiano e seus resultados preocupantes

Uma pesquisa conduzida por acadêmicos australianos, publicada no The BMJ Journals, revisou 14 artigos recentes sobre os efeitos desses alimentos na saúde. A análise abrangeu dados de 9,9 milhões de pessoas, considerando questionários alimentares e históricos médicos. As evidências apontaram que uma dieta rica em ultraprocessados aumenta significativamente o risco de morte por doenças cardíacas, com uma elevação de 50% nesse risco. Além disso, os riscos de diabetes tipo 2 e de ansiedade aumentaram em 12% e 48-53%, respectivamente.

O estudo alerta para os efeitos prejudiciais dos alimentos ultraprocessados, como aumento de doenças cardíacas e problemas mentais.
O estudo alerta para os efeitos prejudiciais dos alimentos ultraprocessados, como aumento de doenças cardíacas e problemas mentais. - iStock/PeopleImages

Outros efeitos negativos na saúde

O estudo também revelou que os alimentos ultraprocessados são altamente sugeridos como fatores de risco para uma série de problemas de saúde. Entre eles, destaca-se um risco elevado de obesidade, diabetes tipo 2, problemas de sono e morte precoce por doenças cardíacas, com um aumento de 40% a 66%. Também houve uma evidência clara de que o consumo excessivo desses alimentos está ligado ao desenvolvimento de depressão e aumento no risco de morte por outras causas.

Uma dieta rica em ultraprocessados está relacionada a sérios problemas de saúde, incluindo obesidade, diabetes e transtornos emocionais.
Uma dieta rica em ultraprocessados está relacionada a sérios problemas de saúde, incluindo obesidade, diabetes e transtornos emocionais. - iStock/pocketlight

Limitações e necessidade de investigação adicional

Embora os resultados sobre os efeitos dos alimentos ultraprocessados sejam convincentes, os pesquisadores apontam que a evidência ainda é limitada em relação a outros problemas, como asma, saúde gastrointestinal, alguns tipos de câncer e fatores de risco cardiometabólicos. Eles sugerem que mais pesquisas são necessárias para compreender completamente o impacto desses alimentos em áreas como essas.

Sintomas de ataque cardíaco: atenção redobrada

Pesquisas indicam que sintomas como dor no peito e falta de ar são frequentemente relatados antes de um ataque cardíaco. De acordo com um estudo publicado na Catraca Livre, esses sinais podem surgir de 4 semanas a uma hora antes da parada cardíaca. A dor no peito foi observada em 56% dos casos, enquanto falta de ar afetou 13%. A detecção precoce e intervenção rápida são essenciais para reduzir danos. Saiba mais aqui!