Este mau hábito pode ser a principal causa de declínio cognitivo

Os pesquisadores sugerem que cessar esse hábito pode ser o passo mais importante que as pessoas podem dar para manter a função cognitiva

 Estudo com diferentes perfis de estilo de vida descobre hábito que mais contribui para o declínio cognitivo
Créditos: lightsource/DepositPhotos
 Estudo com diferentes perfis de estilo de vida descobre hábito que mais contribui para o declínio cognitivo

Pesquisadores em Londres descobriram que, quando se trata de manter a função cognitiva à medida que envelhecemos, o maior impacto pode vir de uma única escolha de hábito de vida: não fumar.

Segundo os pesquisadores, fumar pode ser o fator mais influente para que adultos mais velhos desenvolvam demência

Detalhes do estudo

O estudo, publicado na Nature Communications, acompanhou mais de 32.000 adultos entre 50 e 104 anos por até 15 anos.

Os pesquisadores se concentraram em quatro fatores principais do estilo de vida:

  • Fumar (fumante atual ou não fumante)
  • Consumo de álcool (nenhum a moderado ou pesado)
  • Atividade física (atividade moderada a vigorosa semanal ou menos)
  • Contato social (semanal ou menos que semanal)

Ao combinar esses fatores, eles criaram 16 perfis de estilo de vida distintos. Por exemplo, um perfil pode ser de um não fumante que bebe moderadamente, se exercita semanalmente e tem contato social frequente. Enquanto outro pode ser de um fumante que bebe muito, não se exercita regularmente e tem interação social limitada.

Ao examinar 16 combinações de estilos de vida diferentes, os pesquisadores conseguiram isolar os efeitos do tabagismo, consumo de álcool, atividade física e contato social no declínio cognitivo.

Os testes foram repetidos em vários pontos ao longo dos anos, permitindo que os pesquisadores rastreassem como a função cognitiva mudou ao longo do tempo para cada perfil de estilo de vida.

Cientistas sugerem que parar de fumar pode  ser um passo importante para preservar a saúde cognitiva
Créditos: :VioletaStoimenova/istock
Cientistas sugerem que parar de fumar pode  ser um passo importante para preservar a saúde cognitiva

Os resultados: o tabagismo assume o centro das atenções

Os resultados foram impressionantes. Independentemente de outros fatores de estilo de vida, os não fumantes consistentemente mostraram taxas mais lentas de declínio cognitivo em comparação aos fumantes.

Essa descoberta sugere que parar de fumar – ou nunca começar em primeiro lugar – pode ser o passo mais importante para preservar a função cerebral à medida que envelhecemos.

Ainda de acordo com o estudo, para pessoas que não conseguem parar de fumar, adotar outros comportamentos saudáveis podem ajudar a compensar os efeitos do tabagismo.

Esses comportamentos incluem fazer exercícios regulares, consumir moderadamente álcool e ser socialmente ativo.