Falta de insulina pode afetar 40 milhões de diabéticos

Projeção de estudo é que, em 12 anos, medicamento faltará para metade das pessoas que precisam

Por: Redação | Comunicar erro

Cerca de 40 milhões de pessoas com diabetes tipo 2 correm o risco de enfrentar falta de insulina no futuro, caso o acesso ao medicamento não melhore significamente. Essa é a previsão de um estudo publicado na revista especializada Lancet Diabetes and Endocrinology.

O prognóstico negativo se deve, em parte, ao aumento da obesidade, um dos principais fatores de risco da doença. De acordo com os cientistas, até 2030, a expectativa é que 79 milhões de doentes precisem de administrar insulina e metade deles não conseguirá por conta da escassez.

homem aplicando insulina
Crédito: PeopleImages/istockPara pesquisadores, ampliar acesso à insulina é o grande desafio

“Essas estimativas sugerem que os níveis atuais de acesso à insulina são altamente inadequados em comparação com a necessidade projetada, particularmente na África e na Ásia, e mais esforços devem ser dedicados à superação desse desafio de saúde”, disse Sanjay Basu, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, que liderou a pesquisa.

De acordo com os cientistas, a dificuldade de acesso à insulina já existe hoje para cerca de 33 milhões de pessoas diagnosticadas com o tipo 2, mesmo em países ricos. A produção do medicamento é dominada mundialmente por três grandes indústrias:  a dinamarquesa Novo Nordisk, a norte-americana Eli Lilly e a francesa Sanofi.

O estudo usa dados da Federação Internacional de Diabetes e 14 estudos para estimar o provável aumento no número de pessoas com diabetes tipo 2. Eles preveem que entre 2018 e 2030, os números vão subir de 406 milhões para 511 milhões. Mais da metade residirá na China (130 milhões), na Índia (98 milhões) e nos EUA (32 milhões).

Destes, 79 milhões receberiam insulina se houvesse acesso universal, mas apenas 38 milhões provavelmente terão acesso, de acordo com a projeção dos cientistas.

Tim Reed, diretor executivo da HAI (Health Action International), que financiou o estudo, disse que é mais uma prova da necessidade de melhorar o acesso e a acessibilidade da insulina para aqueles que precisam dela. A droga reduz o risco de complicações como cegueira, amputação, insuficiência renal e acidente vascular cerebral.

Diagnóstico e sintomas de diabetes

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece testes rápidos de glicemia nos postos de saúde. Se forem constatadas alterações na absorção de glicose no sangue, o médico pedirá um hemograma mais completo para confirmar o diagnóstico.

Crédito: Getty Images/iStockphotoRealização de exames para diagnosticar a diabetes é de extrema importância

Os principais sintomas do diabetes são vontade frequente de urinar, fome e sede excessiva e emagrecimento. Esses sintomas acontecem em decorrência da produção insuficiente de insulina ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente sua ação, causando assim um aumento da glicose no sangue. Confira a seguir os sintomas característicos de cada tipo de diabetes.

Principais sintomas do diabetes tipo 2:

Pessoas com diabetes tipos 2 não apresentam sintomas iniciais e podem manter a doença assintomática por muitos anos. No entanto, devido a uma resistência à insulina causada pela condição de saúde é possível manifestar os seguintes sintomas:

  • Fome excessiva
  • sede excessiva
  • infecções frequentes. Alguns exemplos são bexiga, rins e pele
  • Feridas que demoram para cicatrizar
  • Alteração visual (visão embaçada)
  • Formigamento nos pés e furúnculos

Qualquer indivíduo pode manifestar diabetes tipo 2. No entanto ter idade acima de 45 anos, apresentar obesidade ou sobrepeso e ter histórico familiar de diabetes tipo dois podem aumentar o risco de ter a doença.

Sintomas do diabetes tipo 1: 

Pessoas com diabetes tipo 1 podem apresentar os seguintes sintomas:

  • Vontade frequente de urinar
  • Fome excessiva
  • Sede excessiva
  • Emagrecimento
  • Fraqueza
  • Fadiga
  • Nervosismo
  • Mudanças de humor
  • Náusea e vômito

O diabetes tipo 1 pode ocorrer por uma herança genética em conjunto com infecções virais. A doença pode se manifestar em qualquer idade, mas é mais comum ser diagnosticada em crianças, adolescentes ou adultos jovens.

Compartilhe: