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Foto feita com a câmera do celular ajuda a identificar câncer de pele

Tecnologia desenvolvida no Brasil pode identificar a doença com mais de 90% de precisão

Por: Redação

Um grupo de pesquisadores brasileiros da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) desenvolveu uma tecnologia de inteligência artificial que pode ajudar a identificar câncer de pele. A análise é feita partir de fotos tiradas com câmeras convencionais ou até mesmo com a do celular. De acordo com os cientistas, o exame tem mais de 90% de precisão.

A análise é feita por um equipamento que processa a foto e indica se há algum tipo de lesão na pele. A vantagem do aparelho é que ele possibilita uma análise mais rápida que a biópsia convencional e pode ser manuseado por profissionais de saúde e dermatologistas sem grandes conhecimentos técnicos do mecanismo.

O projeto, que começou a ser desenvolvido em 2009, também contou com a ajuda do IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos) e de pesquisadores de outros países. O equipamento ainda não está disponível para produção em escala comercial, mas a esperança é de que isso aconteça em um futuro próximo.

Câncer de pele

O câncer de pele é o mais frequente no Brasil e no mundo, causado principalmente pela exposição excessiva ao sol. Por ano, cerca 180 mil brasileiros são diagnosticados com a doença, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

pinta irregular em pele branca
Crédito: IStock/@jamesbenetO câncer de pele pode ser classificado como melanoma ou não melanoma

Tipos de câncer de pele

Melanoma

O câncer de pele melanoma tem origem nas células produtoras da melanina, substância que determina a cor da pele, e é mais frequente em adultos brancos.

Ele pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Em pessoas de pele negra, é mais comum nas áreas claras, como palmas das mãos e plantas dos pés.

Embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil e corresponda a cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, o melanoma representa apenas 3% desse total.

Mas é bom ficar de olho! Esse é o tipo mais grave, devido à sua alta possibilidade de provocar metástase, ou seja, quando o câncer vai para outros órgãos.

Nos últimos anos, houve grande melhora na sobrevida dos pacientes com melanoma, principalmente devido à detecção precoce do tumor e à introdução dos novos medicamentos imunoterápicos.

Não Melanoma

O câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil, responsável por 30% de todos os casos de tumores malignos registrados no País.

Apesar de ser muito frequente, ele tem alta chance de cura, desde que seja detectado e tratado precocemente.

Entre os tumores de pele, o não melanoma é o mais frequente e de menor mortalidade, mas pode deixar mutilações bastante expressivas se não for tratado adequadamente.

O câncer de pele não melanoma apresenta tumores de diferentes tipos. Os mais frequentes são:

  • O carcinoma basocelular, o mais comum e também o menos agressivo: se caracteriza por uma lesão (ferida ou nódulo), e apresenta evolução lenta;
  • O carcinoma epidermoide: também surge por meio de uma ferida ou sobre uma cicatriz, principalmente aquelas decorrentes de queimadura. A maior gravidade do carcinoma epidermoide se deve à possibilidade de apresentar metástase.
    Ambos os tipos são tratados, de forma integral e gratuita, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

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