Luiz Melodia morre de câncer na medula óssea

Por: Redação

O cantor e compositor Luiz Melodia faleceu esta madrugada, 4, aos 66 anos, no Rio de Janeiro, devido a complicações de um câncer que atacou a medula óssea.

Ele chegou a passar por um transplante de medula, mas não vinha respondendo bem ao tratamento de quimioterapia. O câncer voltou e o estado de saúde de Melodia se agravou.

Câncer de Medula Óssea: Causa, sintomas e tratamento

O mieloma múltiplo, também conhecido como câncer na medula óssea, é um câncer que afeta originalmente a medula óssea. Se caracteriza pelo aumento do número de plasmócitos, tipo de célula que produz imunoglobulina, proteína que participa de nosso sistema de defesa, como aponta matéria do Minha Vida, parceiro do Catraca Livre.

Os plasmócitos passam a se multiplicar de forma desgovernada e começam a comprometer o funcionamento da medula óssea na produção normal dos glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas. Os problemas de saúde causados pelo mieloma múltiplo podem afetar os ossos, sistema imunológico, rins e contagem de células vermelhas do sangue.

De acordo com a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia, a doença tem maior prevalência em pessoas idosas, em geral, maiores de 65 anos. Entretanto, a incidência da doença em indivíduos mais novos está aumentando. Mais de 2% dos doentes com mieloma múltiplo tem menos de 40 anos quando diagnosticados.

Sintomas

No início, pode não haver sintomas. Conforme o mieloma múltiplo progride, as células de plasma se acumulam nos ossos, provocando:

  • Dor nos ossos devido à doença óssea lítica
  • Fraqueza e fadiga devido à anemia
  • Perda de peso
  • Confusão, sede excessiva e constipação devido ao aumento dos níveis de cálcio no sangue
  • Problemas nos rins
  • Infecções causadas por imunoglobulinas não-funcionais.
  • Tratamento

A quimioterapia inicial usada para tratar o mieloma múltiplo depende se você é considerado um candidato para o transplante de células-tronco e de seu perfil de risco individual. Fatores como o risco de sua doença progredir, sua idade e sua saúde geral desempenham um papel na determinação se o transplante de células-tronco pode ser bom para você.

O tratamento do mieloma múltiplo ajuda principalmente pessoas que já têm sinais de danos nos órgãos e sintomas como anemia, alta de cálcio no sangue, alterações da função renal ou lesões ósseas, ajudando a aliviar os sintomas, evitar complicações e retardar o progresso da doença.

Opções de tratamento padrão incluem:

  • Bortezomib, administrado por via intravenosa
  • Talidomida, administrado por via oral
  • Lenalidomida, administrado por via oral e uma alternativa ao talidomida
  • Quimioterapia oral ou intravenosa. A quimioterapia é geralmente administrada em ciclos ao longo de um período de meses, seguindo-se um período de repouso. Quimioterápicos comuns usados no tratamento do mieloma são melfalano, ciclofosfamida, vincristina, doxorrubicina e doxorrubicina lipossomal
  • Corticosteróides, como a prednisona e dexametasona. Administrados por via oral
  • Transplante de células (transplante autólogo). Este tratamento envolve o uso de altas doses de quimioterapia juntamente com a transfusão de células tronco para substituir a medula doente ou danificada. O transplante de escolha é o transplante autólogo de células hematopoiéticas, no qual o doador é o próprio paciente. O transplante alogênico (doador diferente do paciente) é reservado para casos especiais de recaída da doença
  • Radioterapia, utilizada principalmente no tratamento de lesões sólidas (plasmocitomas).

Leia matéria completa no Minha Vida.

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