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Secretários alertam para nova onda de covid, mas ministro ignora

Com baixa cobertura vacinal, estado do Amazonas preocupa

Por: Redação

O Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (COSEM-AM) emitiu alerta no dia 10 de novembro sobre o risco do aumento de casos de covid-19. Os avisos, no entanto, têm sido ignorados pelo ministro da Saúde Marcelo Queiroga, que até o momento não deu uma resposta efetiva.

Em nota técnica assinada presidente do Conselho, Franmartony Firmo, o CONSEM-AM aponta um padrão semelhante de transmissão sazonal do vírus influenza e a transmissão do SARS-CoV -2 elencando que os fatores climáticos favorecem ou limitam a propagação aérea dos vírus que provocam estas doenças.

Crédito: Paulo Desana/Dabakuri/Amazônia RealConselho de Secretários Municipais de Saúde do Amazonas alerta para o risco de nova onda de covid-19

O Conselho aponta para o risco iminente principalmente por conta da variante Delta, que é predominante na região, e da baixa cobertura vacinal. Apenas três municípios do estado estão com cobertura acima de 70% da população com as duas doses do imunizante.

“É importante alertar para a predominância da variante Delta e o risco de nova onda epidêmica no Estado. O possível impacto deste evento pode influenciar no aumento de casos de internações já observados na primeira semana de novembro 2021 considerando as taxas de internações em leitos clínicos e de Unidade de Terapia intensiva (UTI) na rede pública e privada”, diz o alerta.

“Embora apresente um aumento discreto essa variação deve ser analisada com cautela e acompanhada com dados em tempo real da Vigilância Genômica o que pode direcionar tomadas de decisões pelas autoridades sanitárias”, apontou a entidade.

Pandemia não acabou

Os alertas sobre novas ondas da covid-19 preocupam principalmente a Europa, onde vários países já registram um aumento no número de casos.

covid na europa
Crédito: Frédéric Michel/istockCovid na Europa volta a preocupar

Além da baixa taxa vacinal, a Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou como responsáveis pelo atual cenário a abertura e flexibilização das medidas de distanciamento no verão, além do uso inconsistente de medidas de prevenção, como a máscara facial.

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